27 de fevereiro de 1933: incêndio do Reichstag serve de pretexto para os nazistas suspenderem direitos e controlarem o governo

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O parlamento alemão ardeu quatro meses depois que Hitler tomara posse como Chanceler (Primeiro Ministro) da Alemanha. Todas as investigações feitas pela polícia nazista se deram no sentido de colocar a culpa no Comintern (comunistas).

Até hoje não ficou totalmente claro o envolvimento dos comunistas no episódio, visto que as investigações foram feitas de maneira tendenciosa. O acusado, Marinus van der Lubbe, um pedreiro que era ativista comunista, e mais três búlgaros foram implicados no incêndio, ainda que Marinus confessasse ter agido sozinho. Marinus foi executado no ano seguinte.

O pretexto arranjado por Hitler assemelha-se a táticas sujas muito utilizadas ainda hoje por governo imperialistas, que é a de simular um atentado ou utilizá-lo como motivo para outras ações. Como exemplo da primeira temos o fato repetido por Getúlio Vargas para colocar o PCB na ilegalidade que foi o famigerado Plano Cohen, um plano “comunista” para derrubar o governo. Posteriormente, se soube que o plano fora engendrado pelo capitão Olímpio Mourão Filho, que viria a ser um dos articuladores do Golpe de 1964.