Dia de hoje na história
Militares liderados por Prestes se rebelaram nos quartéis contra o governo Vargas
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Fachada do Quartel do Regimento Policial de Natal cravada de balas pelos soldados do 21º B.C e pelos civis comunistas, no contexto do levante de 1935.
Fachada do Quartel do Regimento Policial de Natal com marcas de bala, na época do Levante Comunista | Domínio Público

Cerca de 10 anos após a Coluna Prestes, em 1935 o Brasil passava por mais uma importantíssima movimentação militar e comunista, ambas protagonizadas por Luís Carlos Prestes. O chamado Levante Comunista surgiu em meio a uma situação política de fortes tendências reacionárias e teve como uma das consequências a instauração do Estado Novo, governo de características fascistas de Getúlio Vargas.

Prestes havia se filiado ao Partido Comunista Brasileiro no ano anterior, enquanto esteve na União Soviética. Os estrategistas soviéticos consideravam que Prestes, conhecido na época como “cavaleiro da esperança” teria condições de operar o milagre de uma grande revolta sem fazer uma análise concreta da situação política.

Os soviéticos e também os líderes da III Internacional, por conta de sua experiência e papel político exercidos, deveriam ter considerado alguns fatores na situação do Brasil, como a divisão que havia dentro das Forças Armadas, as tendências reacionárias e a falta de preparação da classe operária. Prestes não possuía toda essa experiência e, mesmo sendo uma figura importantíssima nas lutas travadas no país nos últimos anos, não teria como calcular corretamente qual era o panorama geral e a viabilidade de um levante de tamanha envergadura.

O primeiro levante se deu em Natal (RN), no dia 23 de novembro de 1935 e o segundo, no dia seguinte, em Recife (PE). No dia 27 foi a vez do Rio de Janeiro, que ainda era capital do país. Os levantes foram todos fortemente reprimidos e a tendência repressiva se deu em todos os âmbitos nos anos seguintes. Finalmente, em 1937 Vargas inaugura o Estado Novo, período bonapartista e com fortes características fascistas dos seus governos, como uma “desculpa” para conter as manifestações.

O levante foi mais uma das políticas equivocadas levadas a frente pelo estalinismo. O grande organizador de derrotas travava a luta do movimento operário no mundo inteiro ao mesmo tempo que capitulava diante da ofensiva fascista e nazista. No caso brasileiro, a política comandada pelos dirigentes soviéticos colocou em cheque a situação política e permitiu uma grande vitória para Vargas.

Cabe ressaltar que, apesar da política desastrosa de Stalin e a III Internacional, o movimento brasileiro, bem mais inexperiente, pôde contar com importantes mobilizações. A participação de Prestes, junto de tenentes e outros militares foi uma demonstração de forte disposição e vontade política. Os erros operacionais não devem ser atribuídos às figuras que lideraram os movimentos por aqui, pois esses tiveram uma grande iniciativa de enfrentamento do governo, apesar de todas as confusões políticas.

O Levante Comunista de 1935 entra na lista dos grandes fatos históricos pouco discutidos e que faz surgir a confusão de que a história do Brasil é de uma total paralisação e sem movimentações políticas. Junto a esse, somam-se a própria Coluna Prestes, realizada em 1924 e várias outras mobilizações históricas, como o movimento abolicionista no século XIX.

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