Imperialismo ataca
No dia 26 de setembro, Che enviou 7 homens que, ao sair da aldeia de La Higuera, foram emboscados pelo exército local, conflito que gerou 3 baixas para a ENL da Bolívia
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Exérctio de Libertação Nacional da Bolívia atualmente | Foto: Reprodução

A exatos 53 anos atrás, a luta internacional da classe operária sofreu perdas históricas. No dia 26 de setembro de 1967, após serem cercados por soldados bolivianos, Roberto Peredo Leigue (Coco), Manuel Hernández Osório (Miguel) e Mario Gutiérrez Ardaya (Julio) foram assassinados, representando o início do fim do Exército de Libertação Nacional da Bolívia, comandado por Che Guevara.

Segue, abaixo, breves biografias acerca dos companheiros do ENL da Bolívia:

 

Coco

Roberto Peredo Leigue, também conhecido como Coco, se interessou pelo marxismo desde muito cedo. Aos 13 anos, participou da fundação do Partido Comunista Boliviano (PCB), levando sua família à capital do país. Aos 16 anos, devido à sua atividade política, foi preso. Apesar de sua aparência, Coco já trabalhou em uma das minas de ouro de Tipuani. Além disso, também trabalhou em uma emissora operária, sem contar em sua participação como animador de festas do Partido.

Coco lutou pela revolução em Cuba e apoiou o movimento de guerrilheiros no Peru e na Argentina. Mais tarde, se juntou a Che Guevara em seu projeto de luta continental, sendo importante elemento na criação e no estabelecimento da ENL da Bolívia.

 

Miguel

Manuel Hernández Osório foi um dos principais companheiros de Che durante sua atuação em Cuba. Foi um dos fundadores do Movimento 26 de Julho em Charco Redondo e integrante do Exército Rebelde. Depois de se tornar tenente, foi escolhido pelo próprio Che para acompanhá-lo na Coluna 8 Ciro Redondo, recebendo, posteriormente, promoção para a patente de capitão.

Ocupou uma série de responsabilidades depois da Revolução Cubana. Ingressou no Ministério do Interior e, na Escola Básica Superior de Guerra, obteve o grau de primeiro capitão. Em novembro de 1966, ingressou na guerrilha boliviana, na qual adotou o pseudônimo de Miguel.

 

Julio

Mario Gutiérrez Ardaya é conhecido por seu passado marcado por intensa atividade tanto no movimento estudantil quando no sindical e, posteriormente, na guerrilha de Che.

Foi dirigente estudantil enquanto cursava a Faculdade de Direito e Ciências Políticas da Universidad Mayor de San Andrés e foi representante das federações estudantis de El Beni e Pando junto à Confederação Universitária Boliviana. Mais tarde, foi um delegado permanente deste perante a Central Obrera Boliviana. Saiu da casa dos estudos superiores por dificuldades econômicas e conseguiu emprego na administração regional do Fundo Nacional de Seguridade Social passando, mais tarde, a integrar a comissão executiva da Federação Nacional dos Trabalhadores daquele ramo.

Em Cuba, concluiu seus estudos como médico. Depois, se incorporou à guerrilha boliviana e criou o pseudônimo Julio, participando de sua vanguarda. Em sua atividade como combatente, também desempenhava função de médico depois de cumprir seus deveres com a guerrilha. Segundo Che, Julio é um espírito muito elevado de outros homens.

Emboscada

Em um momento, a atividade do Exército de Libertação Nacional da Bolívia sofreu perdas imensas devido à interferência estadunidense no conflito. Mais uma vez, o imperialismo se colocou à favor da dominação da burguesia sobre o povo, perseguindo Che Guevara e seus companheiros de forma ferrenha.

Com isso, em meados de setembro, os militares bolivianos já sabiam a rota seguida pelos guerrilheiros. No dia 26 de setembro, Che enviou 7 homens que, ao sair da aldeia de La Higuera, foram emboscados pelo exército local, morrendo os três companheiros citados acima. Alguns dias depois, o próprio Che Guevara seria capturado pelo exército boliviano, sendo assassinado logo em seguida a mando do próprio presidente que, ao lado da CIA, desmantelou as operaçòes da guerrilha.

Por mais que a política levada por Che Guevara e sua guerrilha (foquismo) não esteja de acordo com o programa levado pelo trotskismo, é preciso reconhecer sua ação indubitavelmente revolucionária. Afinal de contas, em um momento no qual a América Latina e a esquerda pequeno-burguesa, como um todo, estavam em um estado de total subserviência ao interesses do imperialismo; Che levou em frente a luta dos trabalhadores bolivianos, acirrando, cada vez mais, a luta contra os Estados Unidos e sua dominação generalizada.

 

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