Conquista das mulheres
Sob o lema “Ações, Não Palavras”, as suffragettes, como eram conhecidas as mulheres que lutavam pelo direito ao voto, conquistaram o direito a participação política no mundo
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Protesto organizado pela Liga da Liberdade Feminina | Museu de Londres

A conquista do direito de voto pelas mulheres norte-americanas foi fruto da sua organização política ainda no século XIX. Assim como a luta das operárias e suas greves fizeram mártires, a luta do sufrágio feminino também fez. Na Inglaterra, onde Mary Wollstonecraft publicou o clássico “Uma reivindicação dos direitos das mulheres”, em 1792, considerado um dos primeiros textos da literatura feminista, a luta pelo direito do voto feminino foi marcada por prisões e até mortes. 

A escritora inglesa Mary Wollstonecraft (1759-1797) foi a grande pioneira da defesa do voto feminino, em livros e manifestos publicados a partir de 1792.

Lá, direito só seria conquistado depois da primeira guerra, em 1918, e apenas para inglesas maiores de 30 anos.

É importante destacar que a Revolução russa de 1917 e as conquistas femininas com a revolução bolchevique foram determinantes da luta e as conquistas das mulheres em outros países. Na França apenas em 1944 as mulheres puderam votar, e no Brasil em 1932. 

Nos EUA, onde a luta também foi intensa, apesar de alguns estados alistarem mulheres, só em 1920 a 19 emenda “proibiu a discriminação política com base no sexo”.

 

 

Resolução Conjunta do Congresso propondo uma emenda constitucional que prorroga o direito de sufrágio às mulheres, 19 de maio de 1919; Alterações Ratificadas, 1795-1992; Registros gerais do governo dos Estados Unidos; Record Group 11; Arquivos nacionais.

 

Essa vitória só foi alcançada por uma intensa luta de organização das mulheres, conhecidas como sufragistas, que saíram às ruas para exigir o direito de participação na vida política de seus países. Organizações de mulheres como como a National American Woman Suffrage Association (NAWSA) em 1890 e o National Woman’s Party (NWP), em 1916, direcionaram assertivamente a luta para obtenção do direito ao voto.

Em artigos, as sufragistas são descritas como “esposas divorciadas, mulheres sem filhos ou solteironas”. Apesar da pressão conservadora, elas foram em frente e, em 1851, reuniram-se para a Convenção de Ohio, onde a defesa do voto feminino foi, de uma vez por todas, propagandeada para o mundo. A responsável foi a ex-escrava Sojourner Truth, ao subir na tribuna e dizer as palavras até hoje repetidas em reuniões feministas do mundo todo. “Olhem para mim. Olhem para o meu braço. Eu lavrei a terra, plantei e juntei tudo no celeiro e nenhum homem poderia me liderar! E não sou eu uma mulher?”, disse. 

Sojourner Truth: Olhem para mim. Olhem para o meu braço. Eu lavrei a terra, plantei e juntei tudo no celeiro e nenhum homem poderia me liderar! E não sou eu uma mulher?”.

O problema dos direitos e participação política das mulheres não foi resolvido com o direito de voto. A emancipação feminina não se concretizou e as mulheres, ainda hoje, em pleno século XXI continuam sendo consideradas cidadãos de segunda categoria. A dependência econômica, desigualdades salariais e de oportunidades, a dupla jornada, a restrição de direitos democráticos e uma infinidade de problemas persistem.

 

Membros do Woman’s Party celebram, na sede da organização, a ratificação da 19ª Emenda em 1920.

O capitalismo e o sufrágio feminino não foram capazes de resolver a questão da mulher e nem será. A luta da mulher e a luta pelo socialismo são coisas diferentes, nunca é demais explicar isso para muitos “esquerdistas” que usam o socialismo e a revolução para eliminar da perspectiva política a luta da mulher. No entanto elas estão unidas em torno da luta contra o Estado burguês e na luta pelo governo operária, único capaz de libertar completamente a mulher.

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