R$ 48 bilhões
O valor que será destinado para o “coronavoucher” é o mesmo que o governo Bolsonaro pretende entregar às companhias aéreas, empresas de energia e grandes varejistas.
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Ministro da Economia Paulo Guedes. Foto: Reprodução |

De acordo com informações da imprensa burguesa, o governo Bolsonaro estaria articulando, junto a bancos públicos e privados, um “auxílio” de nada menos que R$ 48 bilhões para algumas empresas de três setores da economia: as companhias aéreas, as empresas hidrelétricas — para onde seria destinada a maior parte do “auxílio” — e grandes varejistas. Seriam envolvidos no plano o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil, o Banco Santander, o Itaú Unibanco e o Bradesco.

Embora o acordo ainda não esteja oficializado, o jornal Valor Econômico, pertencente às Organizações Globo, alegou que apenas as empresas que tenham ações na Bolsa de Valores poderão receber alguma benesse do Estado. Dessa maneira, as ações serviriam de “garantia” para o empréstimo operado pelos bancos — caso os pagamentos não fossem quitados, os bancos tomariam parte de uma fatia da empresa devedora. Como todos sabem, se de fato for feito esse acordo, só valerá, em alguma medida, para os bancos privados: para os cofres do Estado, os capitalistas jamais devolverão um único centavo.

Enquanto o governo Bolsonaro demonstra grande preocupação em salvar meia dúzia de empresários, movendo dezenas de bilhões de reais, a população inteira é obrigada a enfrentar a pandemia de maneira completamente desassistida. Não bastassem a falta de equipamentos médicos, remédios, máscaras e hospitais, o governo ilegítimo não está tomando nenhuma medida para evitar que os trabalhadores sejam empurrados para a mais absoluta miséria.

Após mais de um mês do momento em que o coronavírus passou a ser uma pandemia, a única medida anunciada pelo governo foi o auxílio que ficou conhecido como coronavoucher — um auxílio no valor de R$ 600 que foi prometido para uma parcela da população que atendesse requisitos arbitrariamente estabelecidos pelos golpistas. Segundo os cálculos do governo Bolsonaro, cerca de 25 milhões de pessoas receberiam o auxílio, o que levaria a uma despesa de R$ 45 bilhões — basicamente, o mesmo valor que estaria prometido às empresas por meio do novo acordo envolvendo os bancos.

Se os R$ 45 bilhões fossem suficientes para cobrir todas as demandas da população inteira que está vulnerável ao vírus, entregar o mesmo valor a meia dúzia de empresários já seria um crime, embora um crime menor. No entanto, a situação não é, nem de longe, essa: segundo o que os próprios parlamentares da esquerda nacional vêm denunciando, são nada menos que 100 milhões de pessoas que necessitam de auxílio — o que aumentaria a demanda mínima para R$ 180 bilhões! E, o que é muito pior: R$ 600, pagos durante três meses, não será suficiente para garantir a sobrevivência de ninguém, considerando as despesas de aluguel e alimentação. Se lembrarmos que o sistema público de saúde está sendo destruído a todo o vapor, o ato do governo se torna ainda mais criminoso.

Está cada vez mais claro que o único objetivo do governo Bolsonaro é servir como um funcionário do imperialismo, cuja função é mediar os interesses da burguesia de conjunto, que disputam entre si o roubo de todo o patrimônio do povo trabalhador. Os trabalhadores não têm nenhum compromisso com a manutenção dos negócios de seus patrões. Nesse momento, a única coisa que está colocada é a luta pela sua própria sobrevivência. Por isso, é preciso derrubar imediatamente o governo Bolsonaro e todo o regime golpista de conjunto.

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