25% de paralisação no transporte de Barcelona: espanholas em greve neste 8 de março

Não por acaso, o Partido da Causa Operária chama o 8 de março de “Dia de luta da mulher trabalhadora”. Afinal, o 8 de março não é um dia para mulheres fazerem curso de maquiagem e culinária, muito menos para se “empoderar” aos moldes da Rede Globo: este dia deve ser um dia de luta, um dia em que as reivindicações históricas das mulheres tenham eco em todo o mundo.

Hoje, na Espanha, as mulheres demonstraram que a luta das mulheres não é a “luta” pelo direito de censurar ou de castrar os homens, mas sim a luta aliada à classe trabalhadora. Com o apoio das principais centrais sindicais, as espanholas conseguiram realizar uma enorme greve de 24 horas no país.

Obviamente, o sucesso da manifestação na Espanha não é por acaso. O país vive um período extremamente conturbado, não só devido à tentativa de emancipação da Catalunha e a repressão do governo espanhol, mas também, em geral, ao caos instaurado após 2008.

Como resultado da paralisação das espanholas, até mesmo jornalistas das principais emissoras de rádio e televisão do país entraram em greve. Mais de cem manifestações foram convocadas na Espanha. Em Barcelona, 25% dos transportes foram paralisados – e mais de um terço dos trens espanhóis não entraram em circulação.

A greve das mulheres espanholas deve servir como exemplo para a luta das mulheres trabalhadoras em todo o mundo. Não se deve ter nenhuma ilusão que a Justiça burguesa, a Rede Globo, as delegacias ou os shoppings centers vão resolver minimamente os problemas que assolam as mulheres. Tudo isso, na verdade, faz parte do mesmo sistema de exploração que causa a desigualdade salarial, impõe pautas conservadoras, descarta as mulheres grávidas etc.