Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Invasão de Granada
|

O pequeno país Caribenho que conta com uma ilha de mesmo nome e pela metade sul das ilhas granadinas. Em 25 de outubro de 1983, foi alvo da Operação Fúria Urgente, quando as forças armadas norte-americanas conjuntamente com exércitos de países caribenhos dominados pelo imperialismo como Barbados, Jamaica e membros da Organização de Estados do Caribe Oriental.

Em 1973,  formou-se o movimento chamado de New Jewel – acrônimo em inglês que significa Nova Força Conjunta para o Bem Estar, Educação e Liberdade — um agrupamento revolucionário que contou com o apoio de Cuba e da URSS, e liderado por Maurice Bishop.

Maurice Bishop

O New Jewel lançou um manifesto (leia aqui) antes da concessão da independência a Granada, em 1974.

Em 1979, Maurice Bishop e o New Jewel lideraram uma revolução bem-sucedida, que governou até a Operação Fúria Urgente, quando Bishop foi assassinado por traidores dentro do seu próprio partido e a invasão norte-americana tomou lugar.

Bishop iniciou um programa nacionalista de investimento em moradias, saneamento básico e saúde pública. Os Estados Unidos não poderiam deixar um governo nacionalista brotar, já que Cuba colocava um perigo para o império norte-americano.

O Governo do destruidor neoliberal, Ronald Reagan, não podia permitir a expansão e a autodeterminação de Granada: o país deveria ser o “quintal” dos neoliberais norte-americanos. Os argumentos para invadir um país que tenta tomar o rumo de sua nação nas próprias mãos são sempre semelhantes: defesa contra a ameaça comunista, contra a assessoria militar dos “comunistas” – nesse caso de cubanos e soviéticos — e proteção da democracia (nem que isso signifique a matança do povo, o que sempre acontece).

O governo de Bishop começou a construção de um aeroporto. O financiamento veio de Cuba, mas a infraestrutura foi desenhada por Europeus. Quando um golpe já estava encaminhado por parte dos Estados Unidos, os próprios norte-americanos patrocinaram o término do aeroporto, para, em 25 de outubro de 1983, atacar a ilha principal do país.

Helicóptero norte-americano durante a Operação Fúria Urgente

A invasão começou na madrugada do dia 25 de outubro e foi a primeira grande operação das forças armadas norte-americanas, desde a guerra do Vietnã. Sete mil combatentes norte-americanos com mais 300 caribenhos, contra 1,500 soldados granadinos e 600 cubanos da construção civil.

No dia 26 de outubro, após brava resistência dos granadinos, os norte-americanos trouxeram reforços navais e aéreos, contando com helicópteros e artilharia naval.

Dezenove norte-americanos mortos e pelo menos 69 granadinos, sendo 24 civis.

Após a invasão, ficou comprovado que apenas trabalhadores civis cubanos estavam trabalhando em Granada: nenhum assessor militar cubano ou soviético.

Como por toda a América Central e do Sul, os países saíram dos domínios franceses, ingleses, espanhóis e portugueses para caírem sob a égide do imperialismo norte-americano. Granada foi colônia francesa e depois colônia espanhola. O New Jewel colocou por quatro anos, um país que se autodeterminou.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas