25 de abril de 1974: Revolução dos Cravos encerra ditadura salazarista em Portugal

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Dos anos 1930 até meados dos anos 1970, todo o Estado português foi dominado por um governo fascista, onde António de Oliveira Salazar controlava todo o regime político através de um partido chamado “União Nacional”. Esta ditadura era sustentada por uma polícia política, que recebeu treinamento da Gestapo e da CIA, para dominar a população portuguesa de maneira extremamente brutal.

A política violenta e criminosa era estendida para as colônias que ainda restavam, Moçambique, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. Nestes países, inclusive, cresceram durante este período os movimentos pela independência, especialmente na forma de guerrilhas armadas.

Economicamente, o regime ditatorial protegia os monopólios industriais e financeiros. Essa política criminosa resultou em uma deterioração das condições econômicas do país, que viu seu povo emigrar em massa para outros lugares em busca de trabalho e maiores liberdades, já que qualquer cidadão poderia ser preso e torturado por falar ou escrever algo visto como “errado”.

O golpe se deu através do Movimento das Forças Armadas (MFA), um grupo de capitães e demais oficiais rebeldes do Exército que, a princípio pediam mudanças e melhorias para os próprios militares, mas posteriormente se agrupou em um movimento bem maior, de característica progressista. Os oficiais colocaram em cheque o regime, que já estava extremamente debilitado pela situação das colônias e até mesmo por crises internas, e derrubaram o governo através de movimentações militares que foram apoiadas por uma série de manifestações populares. Em uma dessas manifestações, inclusive, a polícia política da ditadura, a PIDE/DGS, atirou e matou quatro militantes de esquerda.

Consumido o golpe, no dia 26 de abril de 1974 formou-se a Junta de Salvação Nacional, composta por militares, que pretendia ser um governo de transição, aplicando o plano do MFA, que era de iniciar a descolonização, e democratizar e desenvolver Portugal. Os sindicatos e partidos voltaram a ser permitidos, os presos políticos foram libertados e as lideranças políticas exiladas voltaram ao país.