25 anos da chacina da Candelária: nada mudou, polícia continua assassinando jovens negros

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25 anos e nada mudou. O jovens negros continuam morrendo nas mãos dos policiais brasileiros. Uma verdadeira política de extermínio promovida por psicopatas da pior espécie: os que tem o monopólio da violência.

Há 25 anos atrás, a polícia do Rio de Janeiro assassinava oito jovens que dormiam nas proximidades da igreja de Nossa Senhora da Candelária, um dos monumentos históricos mais importantes do Rio de Janeiro. Paulo Roberto de Oliveira, 11 ano; Anderson de Oliveira Pereira, 13 anos; Marcelo Cândido de Jesus, 14 anos; Valdevino Miguel de Almeida, 14 anos; “Gambazinho”, 17 anos; Leandro Santos da Conceição, 17 anos; Paulo José da Silva, 18 anos; Marcos Antônio Alves da Silva, 19 anos. Esses são os nomes dos que morreram nas mãos dos policiais, que chegaram na calada da noite e atiram contra vários garotos moradores de rua, matando seis menores de idade, dois jovens adultos, e ferindo os sobreviventes.

Desde desse julho de 1993, nada mudou, tivemos a chacina de Osasco, 23 mortos por policiais que buscavam “retaliação”; os Crimes de Maio, onde morreram 564 pessoas, uma mas maiores chacinas já ocorridas nesse país, também cometida por policiais; Em 2015 os 111 disparos feitos por policiais que mataram cinco jovens que saiam para comemorar o primeiro salário de um deles; O assassinato de um jovem no dia 18 de julho desse ano, por um policial alegando que o jovem fazia barulho demais, além de todos os demais casos que sequer ganham a imprensa.

25 anos depois e o Exército está ocupando o Rio de Janeiro, e além de diversos jovens negros nas favelas do Rio, rotina para qualquer PM carioca, já matou a vereadora Marielle Franco que denunciava a violência policial e se colocou contra a intervenção no Rio.

Nada vai mudar enquanto existir polícia. Este órgão serve como aparelho repressor do Estado Burguês, e tem monopólio da violência. Enquanto existir vai continuar executando as parcelas mais marginalizada da sociedade:  as mulheres, os trabalhadores, os negros, os pobres.

A ROTA em São Paulo, O BOPE no Rio de Janeiro são verdadeiros esquadrões da morte, e só existem sobre pretexto de realizar o trabalho sujo do sistema burguês: reprimir da maneira mais violenta a classe trabalhadora, que no Brasil a maioria de seus integrantes tem a pele negra.

É preciso que os trabalhadores lutem pelo fim da polícia, para que seus filhos possam sair na rua em paz, e viver uma infância sem o medo de morrer a qualquer momento nas mãos de um maníaco com um fuzil. Enquanto houver polícia haverá chacina do povo negro no Brasil, enquanto houver capitalismo haverá polícia, por isso os trabalhadores devem se armar e se proteger contra a violência da burguesia. Os trabalhadores devem se defender, lutar contra os golpistas, os principais instigadores da polícia.