Dia de Hoje na História
O levante de Páscoa durou sete dias e termina com a brutal repressão do Exército Imperial Britânico. Contudo, este episódio consolida a ruptura dos irlandeses com os ingleses.
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Irish Citizen Army, um dos grupos que lutou durante o Levante de Páscoa. Foto: @irishrepublic |

A Irlanda era uma nação submetida à dominação colonial do Império Britânico. Historicamente, os irlandeses serviram como força de trabalho para o desenvolvimento da indústria britânica, submetidos à disciplina draconiana do trabalho fabril, que muitas vezes levava à morte e à doença. Este povo desenvolveu uma cultura e linguagem próprias, o irlandês, que também foram combatidos pelos britânicos no sentido de imposição da língua e cultura dos dominadores.

Da Irlanda surgiram grandes romancistas da literatura mundial, como James Joyce (1882-1941), Jonathan Swift (1667-1745), Thomas Moore (1779-1852) e  Oscar Wilde (1854-1900).

O levante de Páscoa, programado para ocorrer no domingo (23) de Páscoa de 1916, acaba tendo que começar na segunda-feira (24). O levante se desenvolve no decorrer de uma semana e termina no sábado (29), em virtude da brutal repressão política dos britânicos. Cerca de 1.200 revolucionários nacionalistas irlandeses, com armamento obsoleto da época da guerra Franco-Prussiana, enfrentam os militares do maior e mais bem equipado e treinado Exército da época.

Os ingleses apresentam uma saída institucional, que tinha o real objetivo de cooptar os irlandeses para a participação na I Guerra Mundial, o que não é aceito pela ala mais radical do movimento nacionalista. Como medida para alcançar seus objetivos, o Parlamento Britânico aprova uma lei que confere autonomia aos irlandeses em troca de sua participação na guerra. O mesmo foi feito com os escoceses, o que não passava de uma manobra política para desmobilizar os revolucionários com ilusões de um auto-governo que, na prática, era fictício.

O  movimento revolucionário se encontrava dividido em dois setores, um mais moderado a favor da conciliação com os ingleses e outro mais radical, a favor da luta pela independência total. Este último tinha a ideia de lutar sozinho com os ingleses, sem conciliação e alianças, e organizar o levante armado.

Dublin é a cidade principal do levante, onde se encontravam os maiores contingentes dos insurgentes. Estes tomam os principais prédios públicos, sem ter sucesso em tomar a sede do governo britânico, que foi cercado. Em um primeiro momento, os ingleses não conseguem impedir o movimento. Contudo, o revolucionários não conseguem fechar os acessos para cortar o desembarque de novas tropas inglesas.

Por fim, os ingleses conseguem enviar novas tropas e se dedicam a esmagar o levante. Os revolucionários se rendem e seus dirigentes políticos são fuzilados. O levante é, de uma vez por todas, derrotado. Não obstante, os irlandeses rompem definitivamente com os ingleses, o que determina o destino da ocupação na Irlanda.

A derrota de Páscoa transforma o partido independentista da Irlanda em uma poderosa força política. A derrota irlandesa transformou-se em uma vitória que culmina na proclamação da Independência no ano de 1918.

Veja a palestra de Rui Costa Pimenta sobre o Levante de Páscoa:

 

 

 

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