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24 horas após a chacina, parte dos corpos sequer chegaram ao IML

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Chacina no Jacarezinho – Reprodução

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Após o assassinato de pelo menos 24 pessoas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, há corpos que ainda não chegaram no Instituto Médico Legal (IML).

A Secretaria Municipal de Saúde, confirmou que nem todos os mortos que foram levados a hospitais municipais foram retirados dos necrotérios até o momento, conforme informações divulgadas no jornal burguês Folha de São Paulo. Outro detalhe é que o número informado pela Saúde não bate com o número do IML, que faz parte da Polícia Civil.

Segundo a prefeitura, 13 das 20 pessoas que já chegaram mortas ao Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, continuavam na unidade até às 11h da manhã desta sexta.

Nadine Borges, presidente do grupo da OAB, disse será preciso “exigir perícia independente neste caso”, pois “não é possível que a Polícia Civil investigue a si mesmo numa chacina dessa dimensão”, afirmou.

A Defensoria Pública denunciou que alguns dos locais onde as vítimas foram assassinadas, na favela do Jacarezinho, as cenas dos crimes foram desfeitas (pela Polícia) antes da realização de perícia da Divisão de Homicídios.

A Folha, Maria Júlia Miranda, que é defensora pública, esteve no local e afirmou que houve alteração da cena do crime em ao menos três pontos. Duas delas dentro de casas e outra num beco em que um homem foi morto, segundo ela, numa cadeira de plástico.

“Numa casa, a família foi tirada e morreram dois rapazes na sala. A sala está repleta de sangue e partes de corpo. Elas foram tiradas de dentro dessas casas já mortas. É desfazimento de cenas de crime”, denunciou.

No entanto, ainda ontem (6), o diretor-geral do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, horas após a ação da Polícia e antes das apurações serem concluídas, afirmou que “não houve execução e que houve uma necessidade real de um revide a uma injusta agressão”, mais, que “a ação é legítima desde o início até o final dentro de total legalidade”.

Ou seja, a chacina foi uma operação consentida e apoiada pelo alto escalão das forças de repressão no Rio de Janeiro. Este é um dado que revela a necessidade de dissolver as Polícias, sobretudo num momento em que os profissionais da violência, com a paralisia da esquerda e o impulso da extrema direita no governo federal, estão muito a vontade para massacrar a população.

Prova disto é que a chacina do Jacarezinho foi a maior desde a de Vigário Geral, ocorrida em 1993, quando 21 pessoas foram assassinadas pela Polícia.

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