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Há exatos 20 anos, em 24 de março de 1999, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) começava uma operação criminosa de intensos bombardeios contra a antiga Iugoslávia, sendo a primeira vez que o órgão (criado cinquenta anos antes, com a desculpa de “defender” os países capitalistas contra a “ameaça” soviética) agia de maneira ampla e escancarada em uma agressão militar, sem mesmo a fachada democrática da aprovação do Conselho de Segurança da ONU.

A desculpa, como sempre, utilizado pelo organismo militar imperialista, foi combater violações dos direitos humanos que sérvios estavam cometendo contra populações na região iugoslava do Kossovo. A máquina de propaganda da imprensa imperialista cumpriu um grande papel nessa intervenção militar, disseminando “notícias” sobre um suposto genocídio ordenado pelo então presidente iugoslavo Slobodan Milosevic contra os kossovares, cuja esmagadora maioria pertencia à etnia albanesa.

Essa campanha propagandística serviu para preparar o terreno da agressão militar. Foram quase três meses de bombardeios dos aviões e tropas da OTAN (até 10 de junho) contra diversos alvos estratégicos na capital Belgrado, dentre eles o prédio do Ministério da Defesa da Iugoslávia e da televisão estatal sérvia. A embaixada da China em Belgrado também foi atingida, matando dois funcionários, o que causou um grande mal-estar entre o imperialismo (principalmente o norte-americano, comandante da OTAN) e os chineses.

As atrocidades realizadas pela OTAN foram muito maiores do que as atrocidades atribuídas por esse mesmo órgão ao exército e à polícia sérvios contra os kossovares. Belgrado e Novi Sad foram arrasadas, bem como o próprio Kossovo. Houve um êxodo de kossovares devido aos bombardeios imperialistas, exponencialmente maior do que a fuga desses mesmos cidadãos causada pelos conflitos com os sérvios. De acordo com o canal russo RT, 1.200 civis perderam a vida. A “ONG” norte-americana Human Rights Watch, que sempre costuma exagerar nos números sempre quando se trata de acusar governos inimigos do imperialismo de serem assassinos, disse que apenas 500 civis morreram (para se ter uma ideia da “imparcialidade” e “honestidade” dessa e de outras “ONGs” imperialistas).

Finalmente, o objetivo do imperialismo acabou sendo alcançado. O Kossovo foi forçadamente separado da Iugoslávia por uma força estrangeira, violando o próprio direito internacional imperialista, e foi ocupado pelas tropas da ONU, tornando-se um estado artificial fantoche do imperialismo. Milosevic, embora não tenha sido derrubado durante a intervenção, acabou por sofreu um golpe de Estado em 2000, quando perdeu as eleições manipuladas pelo imperialismo, nas quais protestos da pequena-burguesia liderados por elementos treinados e importados dos EUA serviram de fachada para encobrir a fraudulência do processo.

O “ditador” Milosevic, que sofreu a mesma campanha que Nicolás Maduro da Venezuela sofre atualmente, foi levado preso para o Tribunal Penal Internacional, em Haia, acusado de crimes de guerra durante os conflitos anteriores na Bósnia. Morreu em 2006, por falta de remédios, antes de ser sentenciado. Em 2016, após o fim das investigações, não conseguiram encontrar culpabilidade em seus atos, portanto foi absolvido dos crimes que lhe foram imputados. Tarde demais, já o haviam matado, assim como mataram milhares de iugoslavos durante toda a década de 1990.

Assista a um documentário, legendado em português, sobre a intervenção da OTAN na Iugoslávia, e inscreva-se no canal do Diário Causa Operária no Youtube:

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