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Solano_Lopez_1859
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Há 192 anos, nascia em Assunção, Paraguai, Francisco Solano López Carrillo, segundo presidente constitucional da República do Paraguai entre 1962 e 1970, eleito pelo Congresso Nacional, chefe de estado e comandante militar durante a Guerra do Paraguai (ou Guerra da Tríplice Aliança).

Descendente de índios guaranis e de colonizadores espanhóis, Solano pertencia à aristocracia paraguaia. Seu pai era Carlos Antonio López, primeiro Presidente Constitucional da República do Paraguay (1844-1854), reeleito de 1854 a 1857 e pela terceira vez de 1857 a 1867. Solano foi nomeado chefe do Exército paraguaio em 1945, tendo participado da Guerra do Prata contra as Provincias Unidas del Río de la Plata entre 1851 e 1852, após a independência do Uruguai. Seria então nomeado ministro plenipotenciário do Paraguai na Europa, fazendo contatos no Reino Unido, França, Prússia, Espanha e Piemonte-Sardenha, visando obter amplo reconhecimento da independência de seu país, bem como a comprar material bélico para o exército e marinha. Casaria-se então com a irlandesa Eliza Alice Lynch Lloyd, com quem teria sete filhos.

Com a morte de seu pai, em 1862, seria eleito pelo Congresso Nacional presidente da República do Paraguai, dando continuidade às políticas de desenvolvimento dos decênios anteriores. Ampliou as redes de ferrovias e de telégrafos, investiu em indústrias de base, importou máquinas e bens de capital, praticamente erradicou o analfabetismo. Numa época em que as fronteiras nacionais ainda se definiam, passou a almejar a criação do Grande Paraguai, ampliando o país ao incorporar regiões da Argentina, o Uruguai, o Rio Grande do Sul, e o Mato Grosso. Solano implementaria então o serviço militar obrigatório, organizando um exército de mais de 80 mil homens e ampliando investimento nas indústrias bélicas.

Em 1864, a invasão brasileira do Uruguai – então aliado militar do Paraguai – deu início ao mais célebre conflito em que o Brasil se envolveria no século 19: a Guerra do Paraguai. Inicialmente, o conflito consistiu na invasão do Brasil e da Argentina pelas forças paraguaias. Temendo invasão, o Uruguai firmaria com as nações atacadas o Tratado da Tríplice Aliança, somando forças no que seria uma grande ofensiva sobre o território paraguaio em 1866, num conflito contínuo que se estenderia até 1870, com vitória dos aliados – evidentemente apoiados pelo nascente imperialismo inglês, que não apenas ampliaria as vendas de material bélico para dois gigantes continentais da América do Sul, como também eliminaria a concorrência da indústria paraguaia.

Mais de 300 mil paraguaios morreriam na guerra – entre 50% e 85% da população e talvez mais de 90% da população masculina adulta. O próprio Solano e seu filho José Francisco seriam mortos por soldados brasileiros na Batalha de Cerro Corá. O Paraguai teria seu território reduzido e o país seria lançado num brutal atraso, em que permanece em grande medida até hoje – oprimido pelos países vizinhos e, como eles, vítima de ditaduras militares promovidas pelo Imperialismo.

Tratado por boa parte da historiografia conservadora por “ditador”, o marechal Solano López é considerado em seu país como Herói Máximo da Nação. Fato é que, se a Guerra do Paraguai pode ser vista como um dos primeiros conflitos armados promovidos pelo capitalismo monopolista então ascendente, Solano López e o povo paraguaio foram os primeiros a se levantar contra ele.

 

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