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Educação estagnada
24% das cidades não avançaram em índice de qualidade da educação
Estudo mostra que com os golpistas oportunidade para efetiva aprendizagem encontra-se bloqueada.
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Educação estagnada
24% das cidades não avançaram em índice de qualidade da educação
Estudo mostra que com os golpistas oportunidade para efetiva aprendizagem encontra-se bloqueada.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB) de 2019, publicado essa semana pelo Comunidade Educativa (Cedac), gestora atual do indicativo, revelou que 24% dos municípios brasileiros, dentre os 4.909 avaliados, permaneceram estagnados ou regrediram em relação à avaliação anterior. A média nacional, de uma classificação que vai de 0 a 10, apesar do pequeno crescimento, de 4,65 para 4,71, permanece ainda baixa, muito aquém das necessidades nacionais. O estudo também mostrou as desigualdades regionais do país, dos municípios que não avançaram desde a último resultado, em 2017, 71% estão localizados no Norte e Nordeste.

Este indicador extra-oficial criado em 2015, cuja periodicidade é de dois em dois anos, tem por objetivo autodeclarado de ir além dos indicadores de aprendizagem, como o Ideb, para melhor constatar os problemas estruturais que inviabilizam a oportunidade de aprendizado de criança e jovens no país, auxiliando o poder público na possível superação dos problemas encontrados. Levam em consideração não só o Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb) como também outros elementos: número de vagas em creches e pré-escola, a formação dos professores, a experiência de diretores e gestores, o número de crianças e jovens não matriculados no ensino escolar de cada município, evasão etc.  O estudo avalia municípios e os Estados da federação sem classificação por faixa etária ou ano escolar.

Criado por dois ex-funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o IOEB, publicou seu terceiro resultado com os números acima citados. Evidentemente, que tanto o estudo, quanto a sua gestora não são tão desinteressados como pode parecer à primeira vista, trata-se de uma organização com estreita relação com grandes capitalistas nacionais e internacionais que têm interesses profundos em apropriar-se do sistema educacional brasileiro. Contudo, o estudo mostra a estagnação total e a tendência de rápida desagregação do sistema de ensino sob a ditadura bolsonarista e a política neoliberal.

O índice é uma amostra dos resultados do golpe de Estado, que se consolida em 2016, na educação de maneira geral. Os primeiros resultados foram publicados em 2017, em 2019 apresenta-se fundamentalmente os mesmo resultados. Ou seja, podemos concluir que a educação, no que se refere a oportunidade de aprendizagem, está totalmente estagnada, acrescentando a isso a crise econômica e as reformas neoliberais do governo Bolsonaro temos em tendência não apenas uma estagnação como uma regressão nos já baixíssimos índices de oportunidade educacional no país nos próximos anos.