Imperialismo
A batalha durou até o dia 29, com vitória dos italianos sobre D’Annunzio
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Gabriele D'Annunzio de bengala em Fiume
Gabriele D'Annunzio (de bengala) junto com soldados em Fiume | Foto: Reprodução

O “Natal de Sangue em Fiume” foi um acontecimento no então Estado Livre de Fiume, na região da Croácia. 

Com o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a realização da Conferência de Versalhes (1919), os países imperialistas vencedores — Reino Unido, França, Eua, Itália, etc. — acordaram, entre outros termos, a divisão dos territórios e colônias dos derrotados — Alemanha, Império Austro-Húngaro, Império Otomano. 

A Itália, que havia começado a guerra em aliança com a Alemanha, mudou de lado ao ter sido prometida para si alguns territórios que eram de sua reivindicação, entre estes, os da Ístria, Trentino e Dalmácia, então na região da Austro-Hungria, que tinham italianos como maioria da população e, de acordo com a Itália, deveriam ter sido incorporados durante a reunificação italiana, a qual, por sua vez, o Império Austro-Húngaro se opôs.

Durante a Conferência de Versalhes, os Estados Unidos, usando a demagogia imperialista a seu benefício, propõe que estes e outros territórios sejam declarados independentes ao invés de tomados pelos vencedores. Essa decisão foi acatada e a Itália saiu da conferência de mãos vazias.

Em abril de 1919, em resposta às negociações de Versalhes, Fiume se declara uma cidade italiana. A campanha nacionalista, encabeçada pela direita, faz com que em setembro um grupo de oficiais militares italianos que lutaram na guerra, liderados pelo escritor e poeta Gabriele D’Annunzio, ocupem Fiume, descumprindo o acordo internacional. 

Apesar do ato não ser propriamente de extrema-direita, o episódio serviria como ponto de referência para esta, uma vez que cria uma espécie de mito nacionalista em torno da figura de D’Annunzio: um poeta que transformou a ocupação numa grande peça teatral que, por sua vez, serviria de base para os líderes caricatos do fascismo. Os uniformes, discursos, gestos, expressões e até alguns marcos, como a Marcha sobre Roma de Mussolini, seriam inspirados/copiados por essa ocupação liderada por D’Annunzio.

Em novembro de 1920, o Reino da Itália e o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (renomeado como Iugoslávia em 1929) acordam uma divisão dos territórios em disputa e a independência de Fiume, tornando este o Estado Livre de Fiume. D’Annunzio, que mantinha a cidade sob ocupação, não aceitou a decisão.

A ocupação de Fiume termina com o chamado Natal de Sangue. No dia 24 de dezembro de 1920, as tropas italianas promovem a desocupação da cidade para cumprir o tratado recém feito. D’Annunzio mobiliza seu exército de ocupação, mas só resiste até o dia 29, quando as forças italianas adentram a cidade.

Fiume seria propriamente anexado pela Itália em 1922, com a subida de Mussolini ao poder.

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