Dia de hoje na história
Em 1820 ocorre o levante conhecido como “Revolução Liberal” em Portugal, que visava uma constituição que retirava poderes da monarquia em favor da burguesia
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Revolução do Porto em 1820 | Foto: Reprodução

A história da Revolução Liberal Portuguesa de 1820, ou Revolução do Porto, tem início com o decreto de bloqueio continental por Napoleão, em 1807 e a posterior invasão de Portugal por forças francesas, o que faria com que a família real portuguesa deixasse Portugal e viajasse para o Brasil, que se tornaria o centro do império a partir de então.

Com a chegada da família real ao Brasil, é promulgado o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, por parte de Dom João VI. O decreto acaba por dar fim ao chamado Pacto Colonial, que regia as relações entre Brasil e Portugal, e beneficiava o Império Britânico em suas relações com o Brasil, o que propiciou o desenvolvimento brasileiro posteriormente.

Com o fim da invasão da França e a derrota de Napoleão em 1815, iniciou-se um movimento chamado Supremo Conselho Regenerador de Portugal e do Algarve, que pedia o retorno da família real a Portugal e a expulsão do Império Britânico do país e era formado por membros do exército e da maçonaria.

Em 1817 houve uma profunda repressão ao movimento liberal que havia nascido recentemente, o que insuflou mais ainda os ânimos dos liberais. Após esse episódio, o regente de fato de Portugal, o britânico William Carr Beresford decide viajar ao Brasil para pedir plenos poderes para governar Portugal, o que acontece.

Porém, enquanto Beresford se encontrava no Brasil, na cidade do Porto, tem início o chamado “Sinédrio”, em que Manuel Fernandes Tomás e outros maçons procuram causar a revolta dentro do exército pela revolução liberal. Em 1820, acontece a Revolução Espanhol, que incentiva os portugueses e, em 24 de agosto de 1820, faz com que tenha início a Revolução Liberal do Porto.

Os revolucionários pediam uma constituição em Portugal, além de o retorno imediato da família real portuguesa e o retorno do Pacto Colonial com o Brasil. A revolução logo se espalha por todo o país e a família real resolve voltar a Portugal, porém, Dom Pedro fica no Brasil, na condição de príncipe regente.

A família real chega ao país em 1821 e aceita os termos dos revolucionários, no entanto, o Brasil (desenvolvido graças à ida da família real portuguesa ao país) declara sua independência logo em 1822.

No entanto, em 1823, o príncipe Dom Miguel dá um golpe de estado para retornar ao período absolutista. O golpe pretendia também que Dom Miguel se tornasse o novo rei, porém, Dom João VI consegue se manter no trono e, apesar de a constituição ter sido revogada, consegue manter alguns aspectos da monarquia liberal.

Em 1824, Dom Miguel tenta um novo golpe de estado, que fracassa, fazendo com que ele seja exilado e, em 1826, Dom Pedro é reconhecido como herdeiro ao trono e impõe uma nova constituição a Portugal.

Em 1828, Dom Miguel realiza um terceiro golpe de estado e se torna o rei absolutista de Portugal, o que faz com que Dom Pedro case sua filha com o irmão e abdique do trono, no entanto, Dom Miguel acaba por se tornar o rei absoluto do país.

Por conta do golpe do irmão, Dom Pedro abdica do trono brasileiro em favor de seu filho e parte para Portugal, se autoproclamando regente de Portugal e se tornando Dom Pedro IV. Por conta de seu retorno, ocorre uma guerra civil no país, em que os liberais apoiam Dom Pedro IV, que recebe também o apoio de Inglaterra e França, enfrentam os chamados miguelistas, que possuem o apoio da Espanha.

Dom Pedro IV e os liberais cercam a cidade do Porto e, em 1834, Dom Miguel parte para o exílio após ser derrotado, o que dá fim à monarquia absoluta em Portugal de uma vez por todas.

A revolução liberal do Porto, apesar de ocorrida em 1820, só consegue seus objetivos em 1834 com a vitória definitiva sobre os absolutistas. O acontecimento foi amplamente repercutido e ficou gravado na história e na literatura de Portugal, sendo parte importante do livro “Viagens de minha terra” de Almeida Garret.

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