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O ano de 1905 é conhecido como o ensaio da Revolução Russa. Muito do que aconteceu, iniciou ou culminou naquele ano, tornou possível a revolução russa de outubro de 1917. A Greve Geral, de 21 de outubro de 1905, foi um desses acontecimentos.

O Império Russo foi se destruindo durante a guerra Russo-Japonesa de 1905. Logo no início de 1905, aconteceu o Domingo Sangrento, quando uma multidão de 100 mil pessoas se dirigiram ao Palácio de Inverno (residência do Czar) em São Petesburgo. Era uma manifestação pacífica, mas que gerou 200 mortos e 800 feridos pois a polícia do czar reagiu de forma brutal. Ficou conhecido como “Domingo Sangrento”.

Representação do “Domingo Sangrento”.

Protestos eclodiram por toda a Rússia e em todas as classes e grupos: camponeses, operários, forças armadas, enfim, toda a população. Um dos mais famosos acontecimentos foi a revolta no encouraçado Potemkim, após os marinheiros quase morrerem de fome a mando dos oficiais de alta patente.

A Rússia se afundava em uma crise quase sem precedentes, e em meio a uma guerra. A crise só foi se aprofundando.

Em setembro, tipógrafos e gráficos entraram em greve em Moscou. Os trabalhadores de São Petesburgo seguiram, e entraram em greve de três dias.
Os trabalhadores ferroviários foram se reunindo para uma greve. Até então, tudo calmo.

Foi surgindo o que seriam os agrupamentos mais importantes para a Revolução de 1917: os Sovietes.

Representantes dos gráficos, engenheiros, marceneiros, trabalhadores do tabaco formaram um Soviete de todos os trabalhadores de Moscou. Apesar das relutâncias, a greve geral estava se formando.

Após o período de três dias, o movimento arrefeceu.

As idas e vindas dos próximos dias de outubro foram evoluindo. Diariamente mais cidades iam entrando em greve: Moscou, Kharkov e Revel; Sniolesnk, Kozlov, Yekaterinoslav e Lodz; São Petesburgo. A “vida” industrial e em muitos lugares, a vida comercial entrou em colapso. Escolas e Universidades fecharam. A intelectualidade (intelligentsia) se juntou à greve proletária.

A greve, se defendendo, formando barricadas e estando armada, tomou a ofensiva; a autodefesa se torna forma de avançar (podemos levar isso bem a sério no Brasil atual).

Os grevistas lutavam contra o exército do czar e as barricadas se erigiram em diversas cidades do império russo. Foi uma greve política contra a destruição do país. Como disse Trótski:

“… foi um exercício revolucionário, uma avaliação de todas as forças revolucionárias, mas não uma insurgência armada”.
O absolutismo, em total confusão, começou a fazer concessões. O czarismo liberou um manifesto em 17 de outubro para libertar os presos na Sibéria. O regime endureceu após isso. Esses dois fatos mostravam o medo das classes dominantes perante os trabalhadores.

Em Outubro do turbulento ano de 1905, após uma greve geral, o czar Nicolau II assinou um decreto conhecido como Manifesto de Outubro. Ele abriu caminho para as primeiras eleições parlamentares livres. Isso marcou, ao mesmo tempo, o fim da primeira revolução russa, que começara de maneira sangrenta em São Petersburgo.

Abaixo, o filme “A Greve” de Sergei Eisenstein

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