Massacre contra Republicanos
Em 1920, durante a Guerra da Independência Irlandesa, as milícias do império britânico efetuaram um tiroteio massivo contra os irlandeses durante uma partida de futebol gaélico
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Foto retrato da Cairo Gangue, infiltrados do império britânico nas forças republicanas | Foto: Reprodução

O dia 21 de novembro de 1920 foi um dia de sangue e violência na Irlanda, particularmente em Dublin, no qual os irlandeses defrontaram-se com a brutalidade do imperialismo britânico. A disputa entre os lutadores da independência, membros do Exército Republicano Irlandês (IRA), contra todo aparato repressivo da monarquia inglesa, constatou a necessidade de um novo regime político. Apesar das poucas mortes – 31 mortos ou feridos fatalmente – quando comparado com o Domingo Sangrento Russo, foi um dos mais decisivos momentos para a Guerra de Independência da Irlanda.

Cedo na manhã, os times do IRA já organizavam uma operação para assassinar membros infiltrados da inteligência britânica, conhecidos como Gangue de Cairo. Tratavam-se de oficiais do exército britânico ou espiões da polícia irlandesa, que pretendiam acabar com os planos dos republicanos e manter o povo irlandês sob o controle peçonhento do império britânico. Nessa operação, foram assassinados 15 informantes, “que receberam seu pagamento em sua própria moeda”, como colocou Michael Collins, chefe de inteligência do IRA e ministro das finanças da República Irlandesa.

Em resposta, do tipo desesperada e nefasta, típica do imperialismo, as forças britânicas invadiram o Croke Park, um enorme estádio de futebol gaélico, durante uma partida que contava com mais de 5 mil espectadores e lá realizaram um tiroteio massivo contra os presentes. Dentre os atingidos, pelo menos 14 civis foram mortos, entre eles mulheres, crianças e jogadores. Os Black and Tans – milícia do imperialismo criada para reprimir as organizações populares na Irlanda – e a Real Polícia Irlandesa, deveriam apenas parar a partida e revistar todos os presentes, visto que o dinheiro arrecadado iria para prisioneiros republicanos e, talvez, algum dos organizadores das execuções de mais cedo estivesse presente. Entretanto, como afirmou o comandante, Major Mills, eles estavam “excitados e fora de controle”.

Obviamente, o evento foi capa de diversos jornais e ficou claro, pela repressão agressiva a toda população, que os ataques aos republicanos eram, na realidade, ataques do império britânico a todos os irlandeses. Vale ressaltar, inclusive, que nenhum oficial foi julgado em um inquérito público pelo massacre, na verdade, duas cortes militares britânicas encaminharam o processo com as portas fechadas. Em contrapartida, no mesmo dia, os companheiros do IRA, Dick McKee and Peadar Clancy, junto com um civil, Conor Clune, foram executados após um interrogatório no Castelo de Dublin

As repercussões do acontecido foram enormes, internacionais. O Domingo Sangrento além de danificar o aparato de inteligência britânico na Irlanda, esclareceu o verdadeiro inimigo do povo irlandês, e manchou o nome do império britânico na guerra. Daí, continuou-se uma luta feroz que garantiu a independência do País.

Até hoje a luta do povo Irlandês, em aliança com todos os oprimidos, é a única fórmula para o rompimento total contra os monopólios imperialistas no País. Mesmo com a República Irlandesa, em 1972 ocorreu outro Domingo Sangrento na Irlanda do Norte, e a burguesia que assumiu o poder segue violentamente contra toda a classe trabalhadora. A história da humanidade clarifica a importância de “devolver na mesma moeda” todas as mortes e a destruição do imperialismo.

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