Com os golpistas não!
É preciso repudiar a política de submissão à direita golpista e apontar uma perspectiva de mobilização, unificando a esquerda classista na defesa da candidatura de Lula
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Maia, Doria e Frota
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia(DEM), e o seu candidato preferencial, João Dória (PSDB) | Foto: Reprodução

Pior do que um ano desgraçadamente ruim para a imensa maioria do povo trabalhador e para todo aquele que tenha alguma sensibilidade humana e, portanto, solidariedade com aqueles que sofrem, é se ver sem perspectivas diante dessa situação e se conformar de que a única saída seria, supostamente, suportar o enorme sofrimento que está por vir.

A burguesia, sua imprensa e seus representantes políticos, é claro, procuram mostrar que as únicas alternativas diante da situação seriam aquelas estabelecidas de acordo com os interesses dos próprios responsáveis pelo caos atual.

Direita e “esquerda” unidas em 2022?

Assim, por exemplo, em entrevista à Folha de S. Paulo, um dos principais articuladores do regime golpista, principal responsável pela aprovação dos maiores ataques dos últimos anos contra os trabalhadores como as “reformas” trabalhista e da Previdência, ao ponto de ser “intitulado” pelo próprio Bolsonaro, como “general da reforma”. e também àquele a quem coube assegurar que nenhum dos cerca de 60 pedidos de processo de impeachment de  Bolsonaro tramitassem na Câmara dos Deputados, o seu presidente por três mandatos consecutivos, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou em entrevista ao pasquim tucano, Folha de S. Paulo, que espera ver se repetir no próximo ano e, principalmente em 2022, o bloco formado naquela casa legislativa  sob sua liderança, para eles o seu sucessor, com a participação de partidos da direita golpista e notórios defensores do grande capital contra os trabalhadores e sócios do atual genocídio contra a população (como DEM, PSDB, MDB etc.), ao lado de partidos burgueses que se apresentam como “da esquerda”, mas que votam e atuam sistematicamente – desde o golpe de Estado de 2016 – junto com a direita (como PSB e PDT) e de partidos que foram alvo do golpe e que se reivindicam como defensores dos interesses dos trabalhadores, como o PT e o PCdoB.

Nas palavras de Maia, tal bloco não tem compromisso com nada que tenha a ver com os interesses dos trabalhadores como é o caso de impedir as privatizações programadas:

“FSP: Há o compromisso com a oposição de não pautar privatizações?

Maia – Não. Não há compromisso de deixar de pautar matéria alguma.”

Mas o cacique direitista – agora, feito líder de setores da esquerda – vislumbra outra utilidade para o bloco

“FSP: Esse bloco que o senhor formou pode ser um ensaio para 2022?

Maia – A nossa demonstração é que a gente pode dialogar, que a gente pode sentar numa mesa, divergir, mas construir consensos, construir projetos que, de fato, caminhem no interesse da sociedade brasileira. Acho que isso é o que esse bloco mostra, que a gente é capaz, mesmo tendo muitas diferenças em muitos temas, de sentar numa mesa e discutir a nossa democracia e o interesse do Brasil. Eu acho que é um sinal forte de que parte desse bloco pode estar junto em 2022. Nós demos o grande passo para reduzir de vez a radicalização da política brasileira.”

Sob a liderança de Dória

Por “sociedade brasileira”, entenda-se  os interesses da burguesia “brasileira” e internacional. Sendo mais explícito, o claro interesse – já evidenciado nas eleições de 2020 – de evitar a polarização politica entre forças reais, com expressivo apoio popular, como é o caso de Lula e do PT – por um lado – e de Bolsonaro e da extrema direita – por outro – e criar uma “polarização” artificial, entre o candidato da “sociedade brasileira”, um candidato direitista, inimigo do povo, um dos “pais” do golpe de Estado e do próprio Bolsonaro, como é o caso de João Dória, que já fo apresentado pelo “amigo da esquerda” como

“…nome preferencial na construção de uma frente ampla para 2022”

Infelizmente, Maia não está só nessa empreitada de procurar deixar os trabalhadores e a esquerda sem perspectiva própria.

Além dos que vislumbram no acordo atual a possibilidade imediata de conquistar cargos e vantagens menores e que de nada servem aos trabalhadores que dizem representar, há aqueles que comungam dos propósito de Maia de ter Dória ou outro fascista liderando a frente contra o fascista Bolsonaro.

Como é o caso do o ex-governador petista, Tarso Genro (PT-RS), que- nesta semana –  publicou na imprensa documento intitulado “Carta a João Doria“, na qual defende que o governador do Estado com maior número de mortos pela pandemia no País, com maior número de privatizações e outros ataques aos trabalhadores e que foi eleito sob a alcunha de “BolsoDória”,  em 2018, líder a oposição a Bolsonaro.

De acordo com Genro, caberia a Dória

“comandar, no momento, a derrubada constitucional do Governo, pelo impedimento do Presidente” 

Pois, segundo ele, que defendeu que o PT tivesse outro candidato que não Lula, já em 2018,

“Pela sua condição de Governador do Estado mais importante do país, no qual suas classes dominantes têm exercido uma tutela quase plena, há muitos anos, o Sr. detém hoje a legitimidade necessária para – através dos devidos processos legais – desequilibrar o jogo contra Bolsonaro. Pode reunir em torno de si um apoio significativo do empresariado mais privilegiado e rico do país, para defender seu Estado da barbárie negacionista e – por tabela – também ajudar o país”.

Como Maia e toda a direita, Tarso, Ciro Gomes, o PSB, o PCdoB e toda a direita do PT não querem lutar por uma alternativa própria dos trabalhadores diante da crise, basta defender um nome e um programa apoiado pelo empresariado mais privilegiado e rico do país.

E o povo que se dane

Com esta política, os trabalhadores e a imensa maioria do povo, não poderiam esperar de 2021, 2022 e assim por diante outra coisa que não seja o agravamento da verdadeira situação de calamidade atual.

Querem dar sequência ao show de cinismo e de fraude que se viu nas eleições e da enorme campanha publicitária em torno das vacinas. Nem pensam em barrar a nova explosão de casos e denúncias que evidenciam que o País já começou 2021 com cerca de 300 mil mortos, uma vez que especialistas apontam que há pelo menos 50% mais mortes por covid-19 no Brasil do que apontam dados oficiais.

Para esses setores não tem importância real barrar a política criminosa de todos os governos da direita (e não apenas de Bolsonaro) de incentivar a reabertura do comércio e das escolas, para salvar os lucros de um punhado de banqueiros e outros tubarões capitalistas, levou o País novamente à marca de mais de mil mortos por dia, UTI’s lotadas, enterros coletivos, filas de espera nos hospitais… É a política de “deixar morrer” e do lucro acima de tudo, impondo-se como nunca e sem que haja uma luta real, em escala nacional, contra o massacre.

Estão se lixando para os salário rebaixados, a falta de emprego, com o auxílio emergencial super reduzido e, agora, extinto. Tampouco ligam para a fome que dispara e caminha para atingir cerca de 100 milhões de brasileiros.

Não estão nem aí para o fato de que empresas já anunciam novas levas de demissões em massa,  sem qualquer enfrentamento – até o momento – da parte das direções sindicais que, após quase um ano em “quarentena”, agora, em sua maioria, se encontram em férias; influenciadas pela política capituladora dessas direções politicas.

Por uma alternativa dos trabalhadores

Obviamente que essa política da maioria da esquerda, é um beco sem saída para os trabalhadores. serve – no máximo – aos mesquinhos interesses dos seus defensores. Trata-se de uma política covarde que não aponta no sentido da mobilização dos trabalhadores e demais explorados para encontrar – por meio da sua luta – uma saída própria diante do verdadeiro massacre imposto por toda a direita golpista (e não apenas por Bolsonaro).

Essa política mantém paralisados os sindicatos e todas as organizações de luta do povo trabalhador quando a situação impõe um enfrentamento com o governo ilegítimo de Bolsonaro e todos os governos da direita, destacadamente com os cínicos como Doria, Maia e outros que encenam buscam se passar por “oposição” enquanto impulsionam o genocídio do povo brasileiro.

Por tudo isso, derrotar essa política é uma questão de vida ou morte.

Mais do que nunca, é necessário fortalecer a organização própria independente, dos explorados, com um programa próprio e com os métodos próprios de luta da classe operária e demais explorados.

Essa luta deve ter entre os seus eixos fundamentais, capaz de mobilizar milhões, sob o impulso dos comitês de luta, a mobilização pelo fora Bolsonaro, todos os golpistas e o imperialismo e a defesa da restituição dos direitos políticos de Lula e a defesa de sua candidatura presidencial.

Que 2021 seja um ano de luta para barrar o retrocesso e o massacre do povo brasileiro.

É hora da mobilização por uma alternativa própria dos trabalhadores diante da crise. Por Lula presidente!

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