2002: acessor de Trump ameaçou brasileiro que investigava supostas armas químicas do Iraque

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O alto escalão da política burguesa, como já sabido, é um antro de sujeiras por todos os lados. Porém, quando se trata do alto escalão do imperialismo, em especial o norte-americano, os componentes parecem ser mais sujos do que porcos chafurdando na lama.

De acordo com o site investigativo norte-americano, The Intercept, o diplomata brasileiro, já aposentado, José Bustani, teria sofrido ameaças do imperialismo quando era diretor geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas, órgão ligado à ONU. Ainda no ano de 2002, isto é, no ano anterior ao da invasão do imperialismo no Iraque, José Bustani negociava com os países do Iraque e da Líbia para que inspetores adentrassem nos territórios a fim de averiguarem a existência e destruição de armas químicas. Nesse contexto, o imperialismo, liderado pelo presidente George W. Bush, acusava os referidos países de ameaçarem a paz mundial.

No anseio de refrear a tentativa diplomática de José Bustani, uma figura sinistra e bem figurativa de como funciona a política americana, John Bolton, diplomata, entrou em ação para ameaçar o diplomata brasileiro.

Segundo relatos do próprio Bustani e de um ex-funcionário que acompanhava John Bolton à época do encontro entre os três, o diplomata norte-americano teria dito diretamente ao brasileiro que eles não aceitariam o estilo de gerenciamento da Organização para a Proibição de Armas Químicas, ou seja, não aceitariam a diplomacia pacífica com os supracitados países do oriente médio.

Mais do que isso. John Bolton chegou a ameaçar os filhos do brasileiro, fazendo uma referência ao local onde eles moravam, além de ameaçar a reputação do diplomata de jogá-la na “lama”.

Esse é o modus operandi do imperialismo. Eles ameaçam, chantageiam, subornam e até matam, para manterem seus interesses financeiros. Nesse mês de abril, tal como aconteceu em 2002, o imperialismo, capitaneado pelos EUA, estão novamente acusando um país árabe, a Síria, de possuir armas químicas. Sem qualquer coincidência macabra, John Bolton tomou posse no cargo de conselheiro de segurança nacional do governo de Donald Trump.