Coronavírus
Número assustador de mortos é resultado da omissão total dos governanos, como Bolsonaro e Doria, que deixaram o povo sem testes, sem auxílio e sem assistência
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Mortes coronavírus
Trabalhador do cemitério de Nossa Senhora da Piedade, em Manaus | Foto Michael Dantas

Nesta quarta (7) o Brasil atingiu 200 mil pessoas mortas por coronavírus. Como este Diário tem denunciado sistematicamente, não se trata de uma fatalidade, mas do resultado da política genocida dos governos da direita golpista, como Bolsonaro e Doria, que deixaram a população sem testes, sem auxílio, sem assistência e sem emprego. Neste sentido, não poderia ser pior, dado que o País atinge essa marca absurda sem nenhuma perspectiva de solucionar o problema, a não ser pela máxima do “morra quem morrer”.

O número, divulgado pelo painel coronavírus, com dados oficiais do Ministério da Saúde, no entanto, mostra apenas uma parte do problema. Isto porque com a falta de testagem no País, apenas 12% da população testada, segundo o Worldmeter, é impossível saber precisamente qual a abrangência da infecção por coronavírus no Brasil.

Subnotificação

Recentemente a Rússia fez uma revisão e percebeu que o número de mortos era o triplo do que os dados até então oficiais. Se isso fosse aplicado ao Brasil, haveria 600 mil mortos, ou seja, mais de meio milhão!

Segundo o próprio ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, Nelson Teich, enquanto os números oficiais marcavam 190 mil, o número real deveria ser algo em torno de 230 mil mortos. Ou seja, a única coisa que faz sentido é que os números reais são muito maiores que os oficiais. A grande questão é: quanto maior?

Diferente da revisão russa, no entanto, o governo brasileiro, não tem interesse nenhum em combater a doença. A falta de testagem massiva, como já denunciado pelo DCO, é uma cobertura para a própria omissão dos governantes brasileiros.

Testagem

Por que o governo Bolsonaro e os governadores e prefeitos não realizaram a testagem de toda a população? Por exemplo, se toda a população brasileira, de mais de 211 milhões de brasileiros fosse testada, quantos milhões de pessoas a mais seriam diagnosticadas com coronavírus?

De acordo com a plataforma Worldometer, que organiza e compara resultados das medidas adotadas em relação à pandemia no mundo, o Brasil é o 96º no ranking de realização de testes para detectar a doença, de um total de 220 países.

No final de 2020, quando o número oficial marcava 7 milhões de infectados, eles haviam sido identificados devido aos testes que atingiram uma determinada parcela da população. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – especial coronavírus (PNAD-COVID), os governos federal, estaduais e municipais haviam testado apenas 25,7 milhões de brasileiros, o equivalente a 12% da população nacional. Destas, 5,7 milhões (22%) testaram positivo para a COVID-19.

Ou seja, ao aplicar a taxa de teste positivo de 22% à 211 milhões de brasileiros, 46,4 milhões de brasileiros infectados. Ao aplicar a taxa de letalidade de 2,6% a eles, haveriam mais de 1 milhão de mortos no País!

Logo, a falta de testes não é um problema de que o ministro da Saúde, o general golpista Eduardo Pazuello, não tem competência para armazenar testes nas unidades do governo, mas sim porque a testagem revelaria provavelmente uma realidade absurda, que os governos querem a todo o custo esconder com seus dados oficiais, que já são ruins.

Outro ponto é que não existe nenhuma vacina eficiente no mundo ainda, A União Europeia tem aprovado vacinas de vários laboratórios, por exemplo, mas ainda não há uma efetividade geral comprovada. Há apenas a pressão dos capitalistas para uma vacina e o uso do povo como cobaia. Ainda assim, mesmo que haja vacina, nos próximos meses, o governo Bolsonaro não se mostra interessado. Fez acordo com a vacina da Pfizer, a mais cara e difícil de armazenar (necessitando de 70º negativos).

Lotação de hospitais e colapso da Saúde

Não para por aí, a direita golpista também não construiu hospitais, não distribuiu materiais de proteção e higiene, não contratou profissionais de saúde necessários, nem tomou medida nenhuma para combater a doença, a não ser a demagogia com o tal do “isolamento social”. Situação de omissão generalizada que se mantém até agora.

No final do ano passado, a lotação dos hospitais e unidades de saúde, bem como os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), chegava próximo de 100%. No sábado, 19 dezembro, a Secretaria Municipal de Saúde da segunda maior cidade do País, o Rio de Janeiro, divulgava que os leitos de UTI destinados ao tratamento da Covid-19, que consideram hospitais da prefeitura, estaduais e federais, atingiram 90% de lotação.

Já entre os leitos de enfermaria, a ocupação atinge 79%. O Rio, uma cidade com quase 7 milhões de habitantes (6.747.815) tem apenas 923 leitos dedicados à Covid-19, dos quais 293 de UTI.

A falta de condições para atender a população é grotesca. Vale lembrar do caso de Curitiba – em que a ala especializada no tratamento de coronavírus de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) era dividida por um saco de lixo – e do respirador artificial improvisado, feito com um saco plástico e uma fita adesiva em Manaus.

Vacina, um grande negócio

Na omissão total do poder público, recentemente clínicas privadas mostraram interesse em privatizar a vacina no Brasil, de forma que a vacina pudesse ser oferecida antes para quem tivesse dinheiro para comprá-la. Um crime contra o povo brasileiro, que permitiria um ganho extraordinário para capitalistas, em detrimento da desgraça da população.

Este Diário mostrou como a questão da vacina se tornou uma grande corrida comercial, disputada entre os grandes monopólios da indústria farmacêutica, que tem um poderoso poder de pressão dentro dos governos em todo o mundo.

Enquanto o governo mostra total ineficiência diante do pandemia, o vírus sofre mutações ainda mais perigosas. Em 30 países já foram registradas variantes do novo coronavírus, entre elas a constatada na Inglaterra, que tem até 70% mais risco de contágio. Um alerta para a burguesia mundial, dado que não se sabe até que ponto impactarão nas vacinas atuais.

Estes aspectos da saúde, que mostram a incapacidade dos governos em combaterem a pandemia, é uma prova de que os capitalistas estão num beco sem saída. Mas não é só isso. A pandemia escancarou outras feridas do capitalismo, como o desemprego, a miséria, a concentração de renda absurda. Fatores suficientes para comprovar que o regime atual está muito perto do seu fim. O que também indica que a economia capitalista não aguenta uma nova onda de isolamento social, por isso a direita está comprometida com a volta às aulas, por exemplo, independentemente das mutações do vírus, da ausência da vacina e do número gigantesco de mortos.

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