20 dias do incêndio do Largo do Paissandu: golpistas estão perseguindo os sem teto

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Passados mais de 20 dias do incêndio criminoso, e consequente desabamento do prédio ocupado no Largo do Paissandu – que deixou mortos, desabrigados e que serviu de pretexto para que a burguesia e a imprensa capitalista  atacassem duramente os movimentos de moradia – as famílias sobreviventes do atentado continuam desabrigadas, desamparada e sob a mira das forças de repressão.

Acampados no Largo do Paissandu, os cerca de 300 sobreviventes do desabamento vivem em condições precária acossado pela prefeitura golpista do PSDB, que querem simplesmente expulsá-los do centro da cidade. Além de não prover a habitação e o acompanhamento necessários às famílias, a prefeitura segue uma política de perseguição ao movimento e de humilhação aos desabrigados, nem mesmo banheiros químicos, reivindicação dos próprios, os fascistas da prefeitura permitiram.

A secretaria de direitos humanos do PSDB, que poderia ser do próprio Fuhrer, ameaça mães e pais de incriminá-los por permanecerem em situação de extrema vulnerabilidade levando risco as próprias crianças. Seria cômico se não fosse monstruoso, querer processar alguém que perdeu o pouco que tinha por ter nada e portanto não poder oferecer as condições adequadas às crianças e inacreditável.

A ação da prefeitura contra os desabrigados é essa sim um crime contra a humanidade e deve ser denunciado duramente. Já a luta da burguesia contra os movimentos de moradia e um crime contra todos os direitos do povo.