20 de setembro de 1984 – Entrega do Informe Sábato ao presidente Raúl Alfonsín

CONADEP-Efemerides-02

O Informe Sábato (ou informe nunca mais), foi entregue pelo escritor Ernesto Sábato ao presidente argentino Alfonsín em 20 de setembro de 1984. O informe dizia que 8.961 pessoas desapareceram durante o regime militar no país que massacrou a população argentina entre março de 1976 e dezembro de 1983.

O escritor Ernesto Sábato entrega o relatório à Raúl Alfonsin

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Comissão Nacional de Desaparecidos (CONADEP), encabeçada por Ernesto Sábato e constituído por outras figuras importantes como filósofos, jornalistas, deputados e militantes, entregou o documento para a democracia recém recuperada. Os números foram obtidos através de testemunhos recolhidos de forma artesanal. O número englobava desaparecidos e executados.

A comissão era integrada por Magdalena Ruiz Guiñazú, Ricardo Colombres, René Favaloro, Hilario Fernández Long, Carlos T. Gattinoni, Gregorio Klimovsky, Marshall Meyer, Jaime F. de Nevares e Eduardo Rabossi, Santiago M. López, Hugo D. Piucill e Horacio H. Huarte.

A CONADEP recebeu documentos e denúncias sobre os desaparecimentos, sequestros e torturas ocorridos durante a ditadura argentina. As denúncias vieram da Argentina, Espanha, França e México. Ficou provado que todo os assassinatos e desaparecimentos eram um plano bem arquitetado pelas juntas militares argentinas. O trabalho de nove meses da comissão gerou um informe de 50.000 páginas.

O processo de investigação e o informe foi publicado em um livro chamado Nunca Más, e foi pedra de toque para o julgamento dos militares da ditadura argentina.

Livro Nunca Más

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O informe foi entregue pela CONADEP, na Casa Rosada (sede da presidência da república argentina), com uma multidão de 70.000 pessoas

Os números de assassinados, desaparecidos e sequestrados foi aumentando com investigações posteriores.

Em 2003, a Secretaria de Direitos Humanos da Nação Argentina já registrava 13.000.

Uma parte do serviço de inteligência informou que cerca de 22.000 haviam desaparecido na Argentina durante a ditadura.

As Mães da Praça de Maio, que agrega mães e avós dos desaparecidos, e diversas outras organizações, afirmam que o número é, na verdade, de 30.000.

Mães da Praça de Maio

 

 

Lista bem detalhada dos desaparecidos, onde, sob o comando de quem, etc…

http://www.desaparecidos.org/arg/victimas/listas/

Vídeo da entrega do Informe abaixo: