2 pesos, 2 medidas: general Mourão diz que Bolsonaro está sendo perseguido pela Justiça

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O “combate à corrupção”, tão defendido pela imprensa burguesa e pelos setores mais pró-imperialistas da burguesia, é uma farsa. Os juízes, procuradores e policiais envolvidos nessa “luta” são os maiores corruptos de todos, como já foi demonstrado, por exemplo, no escândalo dos auxílios-moradia. A perseguição aos “corruptos” nada trouxe de bom para o Brasil: colocou na Presidência da República um lambe-botas dos Estados Unidos e jogou na cadeia o maior líder popular do país.

A direita, no entanto, insiste em dizer que a “luta contra a corrupção” é uma luta “imparcial”. Isto é, se o resultado das perseguições tem sido desastroso para o país, isso não tem nada a ver com uma conspiração do imperialismo, que quer assolar os países desenvolvidos, mas sim com a “coincidência” de que apenas a oposição ao regime tem sido punida. Obviamente, nenhuma pessoa séria pode levar isso em consideração, visto que já foi exaustivamente comprovado que quem está por trás das operações contra a corrupção são os maiores corruptores da humanidade: o imperialismo.

Recentemente, o general Hamilton Mourão, que se tornou um expoente da extrema-direita brasileira, escancarou ainda mais que a “luta contra a corrupção” deve servir a interesses bem definidos, e não a uma suposta “moral”. E os interesses não podem, naturalmente, ser favoráveis aos trabalhadores: culminam na destruição da esquerda nacional e na elevação dos herdeiros da ditadura.

Segundo Mourão, o fascista Bolsonaro está sendo perseguido pela Justiça. Embora seja verdade que as contradições dentro do bloco golpista levem o imperialismo a lançar mão de seus funcionários do Judiciário para controlar o crescimento de figuras como Bolsonaro, o fato é que, em nenhum momento, Mourão denunciou a perseguição a Lula. Ou seja, para Mourão, a “luta contra a corrupção” só serve se for para atingir a esquerda.