Cinema
Um dos maiores cineastas de todos os tempos, Pasolini retratou a crueldade do sistema capitalista contra a população
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Italian director Pier Paolo Pasolini in front of a biblical scene during the filming of 'The Gospel as Mattheus', circa 1962. Printed following the murder of Pasolini in November 1975. (Photo by Keystone/Hulton Archive/Getty Images)
Pier Paolo Pasolini | Foto: Reprodução

Pier Paolo Pasolini foi escritor, poeta e cineasta italiano com grande atividade política. Nascido em 1922, mesmo ano em que o fascismo consolida o poder na Itália, o cresceu em um ambiente de grande intensidade política, o que moldou sua maneira de pensar e fez com que sua arte fosse extremamente pautada na luta entre as diferentes classes sociais, tomando partido sempre pelo proletariado e pelos oprimidos de um modo geral.

Começou a escrever poesia ainda durante a infância e em 1939 entraria na Universidade de Bolonha, ano em que tem início a Segunda Guerra Mundial, para estudar literatura. A Segunda Guerra mundial teria importância central para Pasolini, já que ele perdeu um irmão, morto em uma emboscada enquanto lutava na guerra, além de presenciar todo o sofrimento da população enquanto cursava a universidade.

Sua atuação política se iniciou durante os anos de universidade e em 1945 entra no grupo Patrie tal Friul, com o qual atua contrário às ideias cristãs. Passa a atacar o Partido Comunista Italiano (PCI), no entanto, se diz partidário do comunismo em 1947, ingressando no no PCI em 1949.

O cinema de Pasolini ficou conhecido por conseguir retratar a crueldade com que o sistema capitalista trata a população, os trabalhadores e os oprimidos de modo geral. Um de seus filmes mais conhecidos, Salò o le 120 giornate di Sodoma (Salò ou os 120 Dias de Sodoma) é considerado por muitos como um dos filmes mais difíceis de serem assistidos, por conta das pesadas cenas em que fascistas torturam e realizam experimentos com pessoas durante 120 dias.

Outros filmes como Il DecameronI racconti di Canterbury e Il fiore delle mille e una notte, pertencentes a uma trilogia em que o diretor buscava apresentar a vida do proletariado italiano na época, foram censurados em inúmeros lugares, como no Brasil durante a ditadura militar e nos EUA.

Sua morte aconteceu no dia 2 de novembro de 1975, sendo um escândalo para a Itália na época. Pasolini foi assassinado e o estado acabou prendendo Giuseppe Pelosi, adolescente de 16 anos na época que confessou que havia assassinado o cineasta após ser assediado por ele e resistir, o que teria levado Pasolini a descer de seu carro com um pedaço de pau e partir para cima do garoto, que teria tomado dele o objeto e o golpeado na cabeça várias vezes, terminando por atropelar seu corpo no chão até sua morte. No entanto, ao ser solto em 2005, Pelosi afirmou que não havia matado Pasolini, mas que havia sido obrigado a admitir o assassinato pelos verdadeiros assassinos que o ameaçaram. Após as declarações de Pelosi, várias provas surgiram confirmando que mais de uma pessoa participou do assassinato, o que desmente a versão da condenação.

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