1º de novembro de 1955: começa a guerra do Vietnã

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Em 1º de novembro de 1955 tem início a Guerra do Vietnã ou Segunda Guerra da Indochina, ou ainda, como nomeiam os nativos, Guerra de Resistência contra a América. Oficialmente o conflito travou-se entre o Vietnã do Norte e o Vietnã do Sul, porém efetivamente tratou-se de uma guerra imperialista de caráter colonial contra independência e autodeterminação do povo Vietnamita.

O Vietnã, juntamente ao que viria a ser o Camboja e Laos formavam a Indochina Francesa, submetidos a dominação colonial francesa desde o fim do século XIX. Durante a Segunda Guerra Mundial e com o enfraquecimento do poder do imperialismo francês a região caiu sobre breve, mas monstruosa dominação Japonesa. Surge aí uma organização de caráter nacionalista; contra a dominação Japonesa, o Viet Minh, liderado por Ho Chi Minh. Em meio a derrota do Japão e sua rendição o Viet Minh lidera uma revolução popular, revolução de agosto de 1945. Em 2 de Setembro deste ano, Ho Chi Minh declara a independência da República Democrática do Vietnã.

O imperialismo vitorioso na Segunda Guerra, em especial os EUA, e a União Soviética decidem, contudo, ignorando completamente a soberania popular, que o território pertence a França, mas como não podia ocupar imediatamente a região, foi acordado que as Tropas Britânicas ocupariam o Sul, as Tropas Chinesas entraram no norte do país para desarmar as tropas imperiais Japonesas que restavam. Paulatinamente os Franceses foram retomando, com o apoio Norte Americano, o país, mesmo com a popularidade do Viet Minh e do seu líder Ho Chi Minh, demonstrada nas eleições eleições 1946. Neste mesmo ano os Franceses desembarcaram em Hanói, capital do Norte, em uma ocupação militar estrangeira, e expulsaram o Viet Minh da cidade. Pouco tempo depois o Viet Minh inicia uma guerra de guerrilha contra os Franceses no Norte, tem início a primeira Guerra da Indochina, que a espalha para o Laos e o Camboja

A guerra durou até 1954, com algum apoio da União Soviética e da China, o Viat Minh e seu comandante Vo Nguyen Giap derrotaram os Franceses, que haviam considerado com os Norte Americanos a possibilidade de lançar três bombas atômicas na região, plano que não foi adiante. A independência havia sido garantida.

Na Conferência de Paz de Genebra em 1954, contudo o imperialismo ainda cobrando o espólio da Vitória na II Guerra, impôs a divisão do país em Norte e Sul, com indicativo de eleições em 1956 para a Unificação. Sob forte campanha anticomunista dos Estados Unidos contra o Viet Minh e Ho Chi Minh, cerca de 1 milhão de pessoas deixaram o Norte em direção ao Sul do país, onde se instituiu um governo fantoche dos Norte Americanos com sede em Saigon.

Com sabotagem e fraude abertas do governo do Sul as eleições para reunificação não se concretizaram, este passa reprimir as massas dissidentes. Em 1955 o governo do Sul declarou independência sob o nome de República do Vietnã. Tem início uma grande mobilização dos comunistas do Sul e do povo que deseja a Unificação do país contra o governo fantoche dos Norte Americanos, é o início da Guerra do Vietnã, ou Segunda Guerra da Indochina.

Surge no Sul a Frente Nacional de Libertação FNL (conhecidos como Vietcongues) apoiados pelo Norte, os conflitos escalam. Os Norte Americanos,  sob um pretexto qualquer, entram abertamente na Guerra, uma guerra feita pelos Norte Americanos por meio de um governo fantoche contra o próprio povo. A guerra assumiu, ao direcionar-se contra o governo do Norte, grandes proporções e será uma das mais violentas da segunda metade do século XX.  

A burguesia imperialista Norte Americana utilizou-se de torturas assombrosas, armas químicas,  bombardeios sistemáticos contra a população Civil. A guerra durou 20 anos, terminando com a derrota dos norte americanos, a reunificação do país, deixando, contudo, um rastro de destruição e morte no Vietnã. Estima-se que não de 1 milhão de soldados Vietnamitas do Norte tenham morrido na Guerra.