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Essa quarta-feira foi mais um dia de luta do trabalhador. Em todo o mundo, os trabalhadores saíram às ruas pelas suas reivindicações. No Brasil, ocorreram atos em várias cidades, sendo o principal e mais tradicional o ato em São Paulo.

Este jornal criticou em mais de uma oportunidade a convocação do chamado “ato unificado das centrais”. Nenhuma alusão à defesa da liberdade de Lula, nenhuma palavra de ordem contra o golpe, a não ser o problema da reforma da Previdência. Pior ainda, a unificação com a Força Sindical, organização patronal e golpista, parece ter contaminado o ato de 1º de Maio que se transformou em um showmício, com atrações musicais sem nenhuma ligação com a luta do povo, com algumas exceções.

Apesar de toda essa confusão gerada pelas direções do ato, o que se viu entre os presentes foi a disposição de lutar contra o golpe. A defesa da liberdade de Lula, a luta contra Bolsonaro e todos os golpistas era a palavra de ordem que estava na boca do povo. Isso se verificou em São Paulo mas também em todas as cidades onde houve ato. O que mostra, novamente, o descompasso entre as direções da esquerda e a disposição de luta do povo.

 

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