1º de maio: é preciso colocar Lula acima das eleições e ocupar Curitiba

Acampamento da resistência, em Curitiba. #EuSouLula Fotos: Ricardo Stuckert

Já passa de 15 dias que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso, em ato de clara violação da Constituição, na masmorra da Polícia Federal, em Curitiba. Lula é preso político, com sua segurança ameaçada, uma vez que está sob a “guarda” de agentes fascistas da Polícia Federal, apoiadores de Bolsonaro, defensores e praticantes da tortura e que participaram e/ou apoiaram toda a farsa da operação lava jato.

Lula é mantido em uma solitária, sem que sequer lhe seja assegurado os mesmos direitos dados a outros, com a proibição de visitas, inclusive, de autoridades nacionais (como os governadores) e internacionais (como ex-presidentes e o prêmio Nobel da Paz).

Toda essa situação, deixou claro – para uma significativa parcela de ativistas da esquerda – que não faz sentido qualquer ilusão nas instituições golpistas, que a  esquerda e os trabalhadores sofreram um duro golpe e que, de modo algum, estamos a caminho de eleições livres ou de qualquer outra coisa que lembre um desfecho minimamente democrático para a atual situação.

A prisão de Lula, não é – nem de longe – apenas um problema eleitoral. Além de realizar eleições fraudulentas, sem Lula, a direita golpista quer impor uma dura derrota aos trabalhadores e à suas organizações de luta, para seguir avançando com suas “reformas”  contra o povo brasileiro e a economia nacional, aprovando o fim das aposentadorias, privatizando o que restou das empresas estatais, entregando todo o petróleo brasileiro etc. Um processo manipulado como objetivo de dar legitimidade ao golpe de Estado, “armadas” para darem a “vitória” a um candidato que seja o novo “carrasco”  do povo brasileiro, que leve adiante as medidas desejadas pelos donos do golpe, o imperialismo e os grandes capitalistas “nacionais”.

Por isso mesmo, a luta pela libertação de Lula é uma questão central na luta contra o golpe de Estado e na defesa das reivindicações fundamentais de todos os setores explorados do povo brasileiro.

As manifestações contra a prisão de Lula, em São Bernardo do Campo, que fizeram a direita golpista tremer, mostraram que não há outro caminho para combater e derrotar todas essas arbitrariedades que não seja a mobilização operária e popular e enfrentar as decisões dos golpistas; derrotando os que não respeitam a Constituição e os trabalhadores brasileiros.

É preciso superar toda vacilação da parte das direções políticas e sindicais, pressionadas pela esquerda burguesa e pequeno burguesa que só pensa em tirar proveito eleitoral da prisão de Lula ou apostam em esperar pelas decisões da justiça.

A tarefa do momento é mobilizar a ocupação de Curitiba, no próximo dia 1 de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores. É preciso deixar para trás toda ilusão nas eleições e impulsionar uma ampla mobilização. É preciso que todas as entidade de luta dos trabalhadores do campo e da cidade, da juventude e de todos os explorados, os partidos de esquerda e demais organizações que lutaram e lutam contra o golpe cerrem fileiras em torno dessa mobilização.

Lula está preso em Curitiba, e é para lá que devemos rumar aos milhares neste dia de unidade e de luta da classe trabalhadora de todo o mundo.

Nesta mobilização é preciso levantar uma plataforma reivindicações claras que tenha como eixos a luta pela liberdade imediata de Lula e de todos os presos  políticos do regime; pelo fim da criminosa operação lava jato, cancelamento das “reformas” dos golpistas, anulação do impeachment e derrota do golpe de Estado.