1º de maio é dia de ocupar Curitiba, pela liberdade de Lula!

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Impulsionar um movimento de massas unificado em Curitiba no 1º de maio, pela libertação de Lula: esta é hoje a ação concreta mais resoluta de luta contra o golpe.

Desde a decretação da prisão de Lula por Sérgio Moro – o Mussolini de Maringá – no início de abril, não é mais possível alimentar qualquer crença nas instituições como tábua de salvação contra o golpe. Sobretudo o Judiciário – o poder menos democrático da República – se mostra especialmente a serviço do núcleo duro dos interesses imperialistas, perseguindo, criminalizando e prendendo as lideranças e organizações de esquerda.

Os elementos mais confusos ou direitistas da esquerda apressaram-se em abandonar a luta pela libertação de Lula, dando como fato consumado sua impossibilidade de concorrer à presidência nas eleições de outubro. Passou-se então a cogitar até mesmo o apoio a elementos confusos como os candidatos de outros partidos.

Trata-se de uma postura completamente capituladora. Primeiro porque subordina um importante caso de luta por direitos fundamentais – como a presunção de inocência, o direito a um julgamento justo – a interesses eleitorais circunstantes. Segundo porque, enquanto a luta pela liberdade de Lula tem caráter mobilizador e real, a campanha eleitoral tem uma feição indefinida e meramente publicitária.

Felizmente, a CUT e outras organizações de esquerda, como o PCO, chamaram por um ato nacional pela libertação de Lula em Curitiba no próximo dia 1º de maio – Dia de Luta do Trabalhador. Esta é a mobilização de massas mais acertada e efetiva no atual momento.

Um ato dessas proporções, com uma palavra de ordem bem definida como liberdade para Lula não apenas pressiona os golpistas por efetivamente retirar do cárcere a maior liderança popular do País, mas também eleva a consciência dos grupos participantes, aumentando o nível de mobilização dos trabalhadores e auxiliando na construção progressiva de uma greve geral contra o golpe de estado.

Viu-se, ao longo da última semana, que os setores mais atrasados da burocracia sindical apressaram-se em criar atos locais nas capitais de modo a diluir a mobilização rumo a Curitiba. Trata-se de mais uma capitulação a ser combatida.

Todos os esforços e recursos devem ser concentrados na organização de caravanas rumo à capital paranaense. Os sindicatos, os partidos e as centrais devem promover a coordenação de ônibus de modo ativo, e não simplesmente deixá-la por conta dos movimentos espontâneos da militância.

Pressione a sua entidade! Exija a organização do maior número de caravanas possível! Vamos ocupar Curitiba pela liberdade de Lula!