1º de maio da Força Sindical não é um 1º de maio de verdade, é um grande esforço de despolitização

1 de maioda força

Nos atos realizados no 1° de maio de 2018 no Brasil, o destaque ficou para dois candidatos “abutres” a presidência da República, Manuela D´Avila  do PCdoB e Aldo Rabelo ex-PCdoB e agora no Solidariedade, que fizeram acrobacias para fazerem discursos no palanque do Ato da esquerda contra a Prisão de Lula em Curitiba, no ato patronal da Força Sindical em São Paulo, organizado pelo golpista Paulinho da Força.

No entanto, é necessário desmitificar a ideia de que o ato da Força Sindical seja um ato de 1° de maio da classe trabalhadora, aonde os trabalhadores comparecem para mostrar sua indignação contra a exploração de classes, levantando suas reivindicações históricas e atuais, estabelecendo uma orientação para a sua organização.

Pelo contrário, a Força Sindical, criada pelos patrões da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para justamente se contrapor a organização independente e de luta dos trabalhadores, quando surgiu a CUT (Central Única dos Trabalhadores), realiza uma festa no dia 1° de maio, para desviar os trabalhadores de participar de um verdadeiro ato de 1° de maio.

As festas realizadas pela Força Sindical no 1° de maio em São Paulo, na Praça Campo de Bagatella, região centro norte da cidade de São Paulo é financiada pelos patrões, e governos patronais inimigos dos trabalhadores como é o governo de São Paulo.

Esse ano, o 1° de maio da Força Sindical tinha como patrocinadores os patrões da Hyundai que concederam 15 carros 0km para sortear para os participantes.

Destaca também os patrocínios dos Bancos BMG, que esteve envolvido no mensalão mineiro e o governo golpista de Michel Temer, que permitiu que o evento fosse financiado pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, que estão sendo privatizados, com argumento mentiroso de que gera muito custo desnecessário.

Além do financiamento patronal, a festa da Força Sindical no 1° de maio é feito para despolitizar a classe trabalhadora, com shows de cantores globais, como Leonardo, Michel Teló entre outros, deixando uma pequena parte do evento para discursos de políticos burgueses e patronais, que defendem e aprovam no Congresso Nacional as leis contra os trabalhadores.

Em pleno golpe de estado, a Força Sindical já levou para fazer discurso nas festas do seu 1° de maio, o deputado golpista Eduardo Cunha e o senador Aécio Neves.

Nesse ano, como o partido da Força Sindical, Solidariedade, assinou contrato com o ex- dirigente do PCdoB, Aldo Rebelo, para que este seja o seu candidato a presidente, o palanque ficou reservado para fazer a propaganda eleitoral de Aldo Rebelo.

E mostrando que Aldo Rebelo ainda mantém relações estreitas com o PCdoB, abriu espaço para outra candidatura abutre nas eleições, a de Manuela D´Avilla.

Ou seja, a participação dos dois candidatos abutres na festa realizada pelos patrões no 1° de maio da Força Sindical mostra que são candidaturas que fazem parte do processo de enganação realizado no país, através do golpe de estado e todos os seus ataques ao conjunto da classe trabalhadora.