1 de maio
Esse ato “unitário” das centrais serve como mais um trampolim para a implementação dessa frente ampla com os inimigos dos trabalhadores
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SÃO PAULO, SP, BRASIL, 20/01/2020 - O governador Eduardo Leite se reuniu, na tarde de segunda-feira (20/1), com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na Fundação FHC, em São Paulo. Participou também da reunião o governador do Maranhão, Flávio Dino. Fotos: Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini
Flavio Dino, FHC e Eduardo Leite |

No 1º de maio de 2020, é repetido o ato “unitário” de 2019 promovido pelas centrais, dessa feita através de uma live. Este ano, o evento suscitou profunda polêmica e descontentamento no movimento sindical, uma vez que foram convidados político de direita, que representam o oposto do que a data significa. Os verdadeiros bandoleiros políticos, inimigos dos trabalhadores como FHC, e os presidentes do Senado e da Câmara de Deputados, ambos do DEM estão na lista dos convidados.

No ano passado, o ato “unitário” das centrais tinha como justificativa a necessidade da “unidade” para barrar a Reforma da Previdência. Evidentemente, analisando em retrospectiva o mote foi uma falácia, uma vez que o partido de Paulinho da Força Sindical acabou por votar na Câmara de Deputados o desmonte da previdência pública promovida pelo governo Bolsonaro, e os deputados do PT e PCdoB aprovaram nas assembleias legislativas dos Estados nordestinos reformas da previdência no mesmo teor daquela do governo Bolsonaro.

Além do mais, os presidentes das casas legislativas que aprovaram a reforma da previdência, entre outras dezenas de medidas contra os trabalhadores, estão na lista dos convidados de honra para a live do 1º de maio das “centrais”.

Como de costume, a Força Sindical, uma central sindical patronal, convida representantes da burguesia e do empresariado para o 1º de maio, o que não é nenhuma novidade. O que chama a atenção é o fato de a CUT, pressionada pelos setores mais reacionários da burocracia sindical, embarcar nessa política de unidade com bandidos políticos em uma frente ampla, promovida pela “unidade com todas as centrais”.

O fundo da questão é a defesa pelo PCdoB e sua central (CTB) da constituição de uma “ frente ampla” com setores da burguesia. A justificativa para o convite, que de acordo com a direção da CUT partiu dos dirigentes das outras centrais, é exatamente a política da frente ampla, em que, supostamente, poderiam participar todos os setores que seriam favoráveis à “democracia e à vida”.

O 1º de maio “unitário” é a tradução da política de frente com a direita que a esquerda parlamentar está implementando na atual conjuntura de crise sanitária e enfraquecimento do governo de Bolsonaro. Dessa forma, inicialmente foram até mesmo cogitados os governadores João Dória (SP) e Witzel ( RJ), e continua na Lista Rodrigo Maia e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ( PSDB). O objetivo é claro: estabelecer um palanque virtual da frente amplíssima no 1º de maio.

Esse ato “unitário” das centrais serve como mais um trampolim para a implementação dessa frente ampla. A combinação entre a burocracia sindical e os políticos burgueses indica que a política da frente ampla avança em todos os fronts. Para defender suas reivindicações, os trabalhadores devem desvencilhar-se de qualquer conciliação com a burguesia golpista. Por isso, é preciso boicotar o 1º de maio com os inimigos dos trabalhadores.

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