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No dia 19 de junho de 1953, o casal Julius e Ethel Rosenberg foi executado na prisão de Sing Sing, em Nova York (EUA), após serem acusados de repassar aos soviéticos informações sobre a bomba atômica. O ”Casal Rosenberg”, como ficaram conhecidos na imprensa mundial na época, foi assassinado na cadeira elétrica, condenados por um júri popular que sentenciou-os por entregar segredos da bomba atômica ao vice-cônsul soviético em Nova York.

 

Um breve pano de fundo

Vale lembrar, inicialmente, que o pano de fundo de todo o caso é o pós-guerra, com o início da Guerra Fria, onde os EUA e a URSS, comandada pelo contra revolucionário Josef Stalin, se uniram para derrotar o nazifascismo (que foi financiado por grandes capitalistas do mundo, incluindo Henry Ford, nos EUA). Após o término da segunda grande guerra imperialista, o mundo entrou em uma nova etapa de ameaças, agora nuclear, quando os norte-americanos destruíram duas cidades do Japão, assassinando centenas de milhares de pessoas, mesmo com os japoneses já tendo se rendido. É importante que isso fique claro, pois os EUA não precisavam de prova alguma, sobre qualquer pretexto, para assassinar um casal qualquer.

 

Macartismo

Joseph McCarthy

Voltando ao caso, o processo foi colocado em dúvida, gerando manifestações em todo o mundo, enquanto se organizava uma etapa de perseguição daqueles que tivessem algum tipo de relação com a militância comunista: o macartismo.

Essa ampla perseguição avançou através de ações iniciais do senador Joseph Raymond McCarthy, que por meio de discursos inflamados e diversos projetos de lei, conseguiu aprovar a formação de comitês e leis que determinavam o controle e a imposição de penalidades contra aqueles que tivessem algum envolvimento com “atividades antiamericanas”.

Sendo um dos articuladores desse sistema de caça aos comunistas, na forma de prisões ilegais, torturas diversas, assassinato e desaparecimento dos corpos, organizado pelo próprio FBI, o senador McCarthy tinha suas ações limitadas ao quadro de funcionários do Governo Federal. SUa tarefa era ir até o público para exibir gráficos, mapas e relatórios que indicavam a perseguição dos funcionários suspeitos de atividade comunista, reforçando uma noção de patriotismo distorcida que ia contra as próprias liberdades a serem garantidas em uma democracia (e que os japoneses tinham sentido na pele como funciona).

A vitória dessa política acabou atingindo tais proporções que o próprio anticomunismo passou a também ser chamado de “macartismo”, em homenagem a uma de suas mais evidentes representantes.

 

Sobre o caso: fatos?

David Greenglass, irmão de Ethel, também um comunista, serviu no regimento do exército estabelecido ao lado de Los Alamos, Novo México, onde se desenvolviam estudos para a produção da bomba atômica.

Conhecido mundialmente, o nome em código do projeto era de “Manhattan Project” (Projeto Manhattan).

Sua mulher, Ruth, haveria dado suporte para que ele conseguisse recolher informações sobre o projeto e as transmite ao seu cunhado.
Segundo os relatórios da investigação policial, todos foram acusados então de “ajudar o regime de Stálin a se dotar, por seu turno, da bomba atômica”.

Faziam parte do Partido Comunista dos Estados Unidos (CPUSA), o que não os serviu de defesa sob a argumentação de que lutavam contra as atrocidades do Imperialismo em todo o mundo e contra a própria guerra de rapinas que acabara de se findar na derrota para o Exército Vermelho.

Preso por espionagem, David Greenglass nega, a princípio, os fatos. Porém, como todos sabemos hoje, após oito meses de perseguição, acusa os Rosenberg em troca da liberdade de sua mulher e de sua própria vida (aqui cabe colocar as diversas formas de tortura física e psicológica que inimigos do Imperialismo passam para então dizerem “a verdade”).

Tendo a vida ameaçada, acusa diretamente sua irmã Ethel de o ter ajudado a transcrever os documentos sobre a bomba atômica.

E como não poderia deixar de ser, seu “testemunho” levou à “convicção” do júri.

Já na prisão de segurança máxima Sing-Sing, perto de Nova York, o casal Rosenberg negou até o fim sua culpabilidade.

Segundo a lei “democrática” dos EUA, uma confissão os livraria da cadeira elétrica (o que não parece minimamente real), mas os levaria à prisão perpétua.

A condenação à morte foi dada em 29 de março de 1951.

O caso ganha verdadeira repercussão mundial em 1952, quando as forças comunistas denunciam a inocência do casal condenado, lançando uma campanha para salvar suas vidas. Denunciam ao mesmo tempo um presumível antissemiitismo dos jurados.

 

Personalidades como o escritor católico de direita François Mauriac, se convencem da inocência dos acusados, depois o próprio papa Pio XII implora clemência, e, por fim, o filósofo Jean-Paul Sartre ataca o povo norte-americano e compara – justamente – a execução às hecatombes hitlerianas.

 

Tempos depois

Depois da abertura dos arquivos americanos e soviéticos nos anos 1990, físicos que examinaram os documentos furtados por David Greenglass e transmitidos aos Rosenberg, confirmaram que eles tinham pouco conteúdo científico e que, de modo algum, ajudaram a União Soviética a fabricar sua própria bomba atômica.

Os filhos do casal Rosenberg foram adotados por outra família após serem negados pelo restante de sua família – que sofria ameaças constantes dos agentes norte-americanos -, e tiveram de mudar o sobrenome.

 

Caça às Bruxas contra a ameaça vermelha

Os imperialistas aproveitam o sucesso da operação e fazem a festa, lançando agora massivamente sua “caça às bruxas” contra a “ameaça vermelha” por todo o globo. Essa política foi levada à cabo em toda América, com golpes militares, golpes brancos, golpes de todas as formas, com a finalidade de conter revoltas operárias, revoltas  nacionalistas, estudantis e de todo tipo, sempre com o pretexto de que eram comunistas contra a ”democracia” genocida.

 

 

Vídeo da visita de Robert Meeropol ao Rio de Janeiro:

A visita de Robert ao Brasil se deu por conta dos milhares de brasileiros que assinaram o abaixo-assinado pela liberdade de seus pais na época do ocorrido.

 

 

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