Massacre imperialista
A “Guerra ao terror” foi apenas um pretexto usado pelo governo Bush para invadir e instaurar a dominação imperialista. Suas consequencias são desastrosas e criminosas
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Soldado americano na provincia de Nangarhar, Afeganistão, 2011 | Foto: Sargento Trey Harvey, Exército americano

Na manhã do dia 11 de setembro de 2001 as chamadas Torres Gêmeas do complexo conhecido como World Trade Center foram atingidas por dois aviões Boeing 767 com apenas 17 minutos de intervalo entre cada colisão. Duas horas depois os dois edifícios desabaram, deixando uma nuvem de destroços que cobriu a cidade de Nova York.

Um terceiro avião caiu no lado oeste do Pentágono e um quarto na Pensilvânia, em Stonycreek Township. Logo após estes eventos o governo americano acusou a organização islâmica Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden, como o responsável pelos supostos ataques terroristas.

No dia 20 de setembro de 2001 o presidente americano, George W. Bush fez um discurso no Congresso Americano e lançou o seu programa de “Guerra ao Terror”, uma campanha militar internacional com o objetivo de liquidar o terrorismo no mundo, uma “cruzada contra o terror” e contra o “eixo do mal”, cujos primeiros alvos foram os grupos fundamentalistas islâmicos como a Al-Qaeda, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e o Talibã.

Com um discurso nacionalista Bush consegue a aprovação da população americana. Sua popularidade chega a inéditos 90%. Bush apresentou a sua expressão “eixo do mal”, uma denominação que ele usou para se referir aos governos que ele considerava hostis aos Estados Unidos. Dentre esses países estariam o Irã, Iraque, Líbia e Coreia do Norte, todos eles países que estariam desenvolvendo armas nucleares.

Por trás desta campanha residia unicamente o interesse do imperialismo em promover uma extensa campanha de dominação de vários países do mundo. As consequências dessas guerras foram desastrosas e só comprovaram a mentira da “Guerra ao terror”. Apesar de iniciada pelo presidente Bush, a política continuou sob a presidência de Barack Obama e depois com Donald Trump.

Dentro desta política de combate a terroristas o Congresso americano aprova o decreto conhecido como “Patriot Act” (ato patriótico) em 26 de outubro de 2001, que permite que órgãos de segurança e de inteligência dos Estados Unidos intercepte ligações telefônicas e e-mails de organizações supostamente envolvidas com o terrorismo sem a necessidade de qualquer autorização da justiça, sejam elas americanas ou estrangeiras. Foi um flagrante ato de violação dos direitos civis e humanos.

A total falta de respeito aos direitos humanos se refletiu no encarceramento de supostos terroristas na prisão da base militar em Guantánamo em Cuba. Já se perdeu a conta do número de denúncias de violações de direitos humanos em Guantánamo.

Como primeiro ato da “Guerra ao terror” Bush determina a invasão do Afeganistão. Com a recusa do governo Afeganistão de entregar a cabeça de Osama bin Laden sem provas cabais de seu envolvimento nos ataques de 11 de setembro, Bush ordena o ataque para derrubar o regime talibã. Os bombardeios no país se iniciaram no dia 7 de outubro com as forças armadas dos Estados Unidos e do Reino Unido. O país foi dominado pelas forças imperialistas, chegando a ter em 2011 cerca de 100 mil soldados americanos e 10 mil britânicos. O conflito continua até hoje, sendo a guerra mais longa já travada pelos Estados Unidos.

O alvo seguinte dos Estados Unidos foi o Iraque. A alegação dos Estados Unidos é que o Iraque patrocinava grupos terroristas desde 1990 quando o presidente Saddam Hussein invadiu o Kuwait. Sob a alegação de que Saddam tinha um programa de desenvolvimento de armas nucleares, algo nunca comprovado, o imperialismo iniciou a invasão do país em março de 2003, com o apoio do Reino Unido, Austrália e Polônia. O país foi derrotado em apenas 21 dias de combates e Saddam julgado e morto. O saldo da Guerra no Iraque não foi a pacificação do país, mas ao contrário, foi uma brutal guerra civil entre inúmeras forças que acabaria envolvendo quase toda a população do país e ocasionando a morte de mais 500 mil iraquianos.

Outros países que sofreram com a guerra imperialista contra o terror foram o Paquistão, Iêmen, Filipinas, Níger e Síria.

Em 2018 foi divulgado que a “Guerra ao Terror” já havia custado mais de 6 trilhões de dólares e matado mais de meio milhão de pessoas, sem que houvesse qualquer sinal de que isso teria algum fim. Segundo informes da imprensa internacional, naquele ano os Estados Unidos estavam envolvidos em guerras militares em 76 países em todo o mundo.

A fome de dominação do imperialismo agora está concentrada na América Latina onde foi adotada outra forma de guerra, os golpes de estado. Ao invés das invasões militares foram adotadas ações menos custosas e que não acarretam perdas de vidas de soldados americanos. A exceção é a Venezuela, onde a população armada e consciente dos ataques do imperialismo é um grande entrave para a adoção da estratégia do golpe de estado. Não por acaso o secretário de estado americano Mike Pompeo vem ao Brasil e à Colômbia, países que fazem fronteira com a Venezuela, para organizar a derrubada de Nicolás Maduro.

A “Guerra ao Terror” continua até hoje, apenas mais uma das inúmeras manifestações do imperialismo, destruindo países apenas para o lucro das empresas da burguesia, sem nenhuma consideração com a destruição da economia dos países atacados, sem exceção pobres e atrasados e com as milhares de vidas perdidas.

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