Biden, o neoliberal
Biden ocupou-se em destruir a economia nacional com acordos que privilegiaram apenas os tubarões imperialistas e levaram à ruína do famoso american way of life
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President-elect Joe Biden gestures to supporters Saturday, Nov. 7, 2020, in Wilmington, Del. 
Credito: Andrew Harnik/AP/Glow Images
Joe Biden, um dos responsáveis pelo NAFTA | Andrew Harnik/AP

O currículo de Joe Biden (Democratas) pode ser encarado como a expressão do imperialismo estadunidense. Além de ter um caráter abertamente marcial, Biden ocupou-se em destruir a economia nacional com acordos que privilegiaram apenas os tubarões imperialistas e levaram à ruína do famoso American way of life.

O NAFTA

Criado em 1º de janeiro de 1994, o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) formado por EUA, Canadá e México aprofundou o domínio dos grandes monopólios sobre a economia global e permitiu que o neoliberalismo ampliasse as mazelas sociais. O acordo, inicialmente, era tido por prejudicial por alguns parlamentares. O avanço do liberalismo através do livre comércio, afinal, poderia acarretar em problemas internos. O primeiro-ministro canadense Brian Mulroney e o presidente dos Estados Unidos Bill Clinton eram os principais entusiastas. À época, Al Gore, vice-presidente buscou sustentação para o documento debatendo o texto com H. Ross Perot. O debate chegara a ser televisionado no programa de TV Larry King. Perot, por sua vez, era crítico declarado do NAFTA durante sua campanha presidencial de 1992. Segundo o político e bilionário Perot, sua aprovação causaria uma onda de desemprego nos EUA.

O debate prosseguiu e a votação deu lugar à vitória da ala liberal. Por mais que Biden negue, os registros do Senado dos Estados Unidos não o deixam mentir. Em uma votação nominal sobre a aprovação do projeto de lei para implementar o NAFTA durante a primeira sessão do 103º Congresso em 18 de novembro de 1993, o então senador Joe Biden foi um dos 61 eleitores que se posicionaram a favor, contra os 38 que votaram contra.

Resultado do NAFTA

O NAFTA foi responsável pela destruição de centenas de milhares de empregos na indústria americana. Biden foi ferrenho defensor do NAFTA e outros acordos de livre comércio quando senador. O resultado dessa política foi o desmonte da economia mexicana, uma vez que parte do investimento na indústria norte-americana foi alocado nos estados limítrofes ao México. Isso levou à deterioração das condições de vida da classe operária norte-americana e à ruína da indústria dentro do país. O desemprego aumentou vertiginosamente.

No México, os efeitos foram gravíssimos. Desde que o México entrou no acordo, são mais 14,3 milhões de mexicanos vivendo abaixo da linha da pobreza a partir de 2012. O salário real (corrigido pela inflação) no México é praticamente o mesmo em 2012 e em 1994. Com o subsídio da agricultura estadunidense, a produção de milho e outros produtos esmagaram a agricultura familiar no México, promovendo o êxodo rural e a carestia na cidade.

O trabalho informal atinge cerca de 50 por cento dos empregos, estes sem condições trabalhistas, com baixos salários, sem direito à sindicalização, nem à aposentadoria, nem mesmo férias ou licença por doença. Tanto no México como nos EUA, a política defendida por Biden dão mostras claras do seu passado podre. Biden não é apenas um representante dos setores ligados à indústria bélica, ele representa a política neoliberal que destruiu a economia norte-americana.

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