Guerra civil
Os protestos são uma demonstração da radicalização, e a repressão brutal é a resposta da burguesia a essa radicalização.
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Protesters confront police during a march Tuesday Oct. 27, 2020 in Philadelphia. Hundreds of demonstrators marched in West Philadelphia over the death of Walter Wallace, a Black man who was killed by police in Philadelphia on Monday. Police shot and killed the 27-year-old on a Philadelphia street after yelling at him to drop his knife. (AP Photo/Matt Slocum)
Centenas de manifestantes marcharam no oeste da Filadélfia após a morte de jovem negro. | Reprodução

O assassinato a queima roupa do jovem negro Walter Wallace Jr por dois policiais brancos da Filadélfia, nos Estados Unidos, no dia 26 de outubro, fez desencadear protestos por todo o bairro, os civis partiram para cima dos policiais e o movimento Black Lives Matter convocaram protestos contra o racismo e a violência policial. A situação se radicalizou com diversos confrontos, saques e quebra-quebra por toda a cidade. Os protestos levaram a cidade a decretar toque de recolher, na quarta-feira dia 28.  A medida aconteceu depois que o governo Donald Trump culpou o prefeito democrata da Filadélfia pela violência. Essa radicalização teve como resposta a repressão brutal da burguesia contra a população

Desde a noite de segunda feira quando começaram os atos, o número de detidos por causa dos protestos ultrapassa 170 pessoas. A comissária de polícia da Filadélfia, Danielle Outlaw, disse à mídia que 81 novas detenções foram feitas na terça-feira, 27 de outubro, por agressão a policiais. Entre os detidos, 53 pessoas são acusadas de roubo, e outros 297 casos de saques também foram registrados durante os dias de mobilizações. A Guarda Nacional da Pensilvânia foi mobilizada para aumentar a repressão na Filadélfia, alegando “proteger a vida, a propriedade e o direito de se reunir e protestar pacificamente”, quando o que se vê, é a polícia em uma verdadeira guerra contra os civis.

O regime ditatorial contra o povo negro e pobre, expresso principalmente pelas ações fascistas do aparato policial estadunidense, vem aumentando a polarização política no período eleitoral. O fenômeno fica mais evidente principalmente devido às manifestações da população afrodescendente após os inúmeros casos de assassinatos de negros pela polícia fascista e a péssima gestão do governo Trump diante da crise sanitária que deflagrou uma crise social e econômica monumental. Apenas no Estado de Nova Iorque, 1,5 milhões de pessoas estão dependendo da distribuição de comida para não morrer de fome.

A frente ampla de Joe Biden e sua vice Kamala Harris é uma tentativa de amenizar essa polarização, mas o fato é que as contradições estão aumentando dia a dia. Os eleitores negros precisam engolir a legenda, por exclusão. Contudo, eles sabem que não há uma solução eleitoral para as suas reivindicações e o voto em Biden é resultado da propaganda de terror e demagogia da frente ampla com os democratas. Os assassinatos racistas e a impunidade policial continuarão, independente do resultado das eleições. A população negra, pobre, oprimida não deve aceitar a frente ampla, deve continuar a se revoltar contra as injustiças e a exploração. Diante da crise, a tendencia é continuar a radizalizar, pois só a mobilização popular na rua pode resolver o problema dos oprimidos.

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