Dia de Hoje na História
No dia 17 de novembro de 1910, nascia, em Fortaleza, a tradutora, romancista, escritora, jornalista, prolífica cronista e dramaturga brasileira.
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Rachel de Queiroz | Foto: Juarez Cavalcante/Folhapress

No dia 17 de novembro de 1910, nascia em Fortaleza, capital do Ceará, Rachel de Queiroz, que foi tradutora, romancista, escritora, jornalista, prolífica cronista e dramaturga brasileira. A escritora fez parte dos escritores nordestinos que denunciaram a falência da economia agrária nordestina e as mazelas que está perpetuava a população do nordeste.

Rachel de Queiroz era uma descendente por parte da mãe do grande José de Alencar, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras e a ser galardoada com o Prêmio Camões, em 1993. Queiroz foi uma das poucas escritoras nordestinos da década de 30 que não teve passagem pela Faculdade de Direito do Recife, muito por ser mulher no cenário da época, tendo ingressado no curso normal e o concluído em 1925 no Colégio da Imaculada Conceição.

Teve seu ingresso no mundo da imprensa no jornal O Ceará, após uma carta polêmica ridicularizando o concurso Rainha dos Estudantes, promovido pela veiculo, em consequência o diretor Júlio Ibiapina a convidou para colabora. Curiosamente quando lecionava no mesmo colégio onde terminou o curso normal, Queiroz acabou vencendo o concurso Rainha dos Estudantes.

Em 1930, com apenas 19 anos, Queiroz ficou nacionalmente conhecida com seu primeiro romance O Quinze. O romance retrata a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria, demonstrando a preocupação da autora com as questões sociais. Uma curiosidade é que ela escreveu o romance escondida `s noite enquanto convalescia de uma congestão pulmonar com suspeita de tuberculose.

Queiroz, como os outros escritores da literatura nordestina da década de 30, tinha uma forte expressão política em sua literatura, denunciando o flagelo do povo nordestino. mas sem apontar uma solução imediata. Sua literatura dessa época é erroneamente classificada como regional, mas, como os demais escritores nordestinos da década de 30, seu trabalho nesse período teve uma envergadura de importância nacional, sendo umas das principais peças do acervo nacional.

Após ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, entre  1928 e 1929, Queiroz milita no Partido Comunista Brasileiro (PCB), fazendo parte do seu primeiro núcleo. Após dissentir da direção do PCB em 1933, ela se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo, indo morar em São Paulo até 1934. Passa a militar junto de Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, filiando-se ao sindicato dos professores de ensino livre e aproximando-se dos trotskistas.

Em 1935, fugindo da repressão, Queiroz muda-se para Maceió, mas isso não a impediu de ver seus livros serem queimados no Estado Novo junto com os de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos sob imputação de subversivos. Em 1939, Queiroz já era uma escritora consagrada e aceita pela burguesia, de tal modo que foi abandonando tudo relativo às suas lutas políticas, chegando ao ponto de apoiar a ditadura militar de 64 e de integrar o Conselho Federal de Cultura e o diretório nacional da ARENA. Sua morte foi em 4 de novembro de 2003,  no seu apartamento no Rio de Janeiro, vítima de problemas cardíacos, pouco antes de completar 93 anos idade.

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