Dia histórico para o peronismo
Trabalhadores argentinos se unem e pedem a liberdade de Perón, que havia promovido inúmeros ganhos trabalhistas para a população do país.
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Trabalhadores no "Dia de la Lealtad". |

Em 1943, após um golpe de estado que depôs o presidente argentino Ramón S. Castillo, subiu à presidência o general José Félix Uriburu, que pôs fim a uma central sindical chamada CGT nº 2.

Após a dissolução dessa central, os sindicatos a ela ligados acabaram por voltar à antiga central, a CGT nº 1. Como meio de se manter ativa, dirigentes da central resolvem fazer um pacto com a ala nacionalista dos militares, ala essa que havia tomado a presidência e em que se encontra Juan Domingo Perón.

Seguindo sugestões dos sindicalistas, os militares criam uma nova secretaria, a Secretaria do Trabalho. Perón consegue o cargo de diretor do Departamento de Trabalho, nessa secretaria. Pouco tempo depois, a secretaria é elevada ao patamar de uma secretaria do estado argentino.

Perón realiza uma serie de reformas trabalhistas em prol dos trabalhadores, como a criação do Tribunal do Trabalho, estende a lei de indenização à demissão dos trabalhadores do comércio para todos os trabalhadores do país e cria estatutos trabalhistas específicos.

As leis em prol dos trabalhadores fortalecem os sindicatos que se unem em torno da CGT, que a essa altura tem fortes ligações com a Secretaria do Trabalho.

Em 12 de julho de 1945, há um grande ato no centro de Buenos Aires. Nesse dia, os trabalhadores ligados à CGT começam a gritar o nome de Perón e a pedir que ele se candidate à presidência. Em resposta a esse ato, setores pequeno burgueses e burgueses ligados à antiga presidência da república, e que contavam com apoio do imperialismo norte-americano, começaram a gritar o nome do militar Arturo Franklin Rawson.

Perón acaba recebendo uma ordem de renuncia por parte do alto escalão militar. Aderindo ao pedido, consegue a liberação para fazer um pronunciamento, em que aproveita para dizer seus futuros planos de avanço para os trabalhadores.

Com medo do avanço dos trabalhadores, os militares decretam estado de sítio e prendem Perón no dia 12 de outubro. Já no dia 15, a organização Federación Obrera Tucumana de la Industria del Azúcar (FOTIA) organiza uma greve geral em Tucuman, somando-se a ela várias greves em várias cidades importantes, como La Plata, Buenos Aires e outras.

No dia 16, vários trabalhadores ficam indignados ao perceberem que não receberiam o valor destinado ao último feriado, o feriado de 12 de outubro, ou Dia de la Raza, dia que comemora o descobrimento da América na maioria dos países falantes de espanhol. O direito a receber pelo feriado havia sido conquistado durante os pacotes de reformas de Perón. Como resposta, é organizada uma paralisação para o dia 18.

Já no dia 17, várias organizações de bairros pobres começam a tomar as ruas. Vários policiais favoráveis a Perón colaboraram para que com os trabalhadores, enquanto trocavam gritos de incentivo. Formou-se uma imensa multidão em frente à Casa Rosada pedindo a liberdade de Perón.

Os militares consultaram Perón e pediram para que ele discursasse para o povo, pedindo que a manifestação se dispersasse. Perón, então, discursou para a multidão dizendo que continuaria na luta pelo direito dos trabalhadores. Cerca de 300 mil pessoas assistiram ao discurso, enquanto outras milhares o acompanharam pelo rádio.

Perón foi solto e pôde concorrer às eleições, ganhando e declarando o dia histórico como feriado.

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