Dia de hoje na história
Anastasio Somoza foi o ultimo da família de uma linhagem de ditadores pró imperialistas que governou a Nicarágua, ele foi derrubado pela Revolução Sandinista em 1979
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Carro de Somoza no Paraguai após a emboscada. | Foto: Reprodução

No dia 17 de setembro de 1980 foi assassinado o ultimo ditador da Nicarágua Anastasio Somoza Debayle que havia sido derrubado no ano anterior pela revolução que levou a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) ao poder. Somoza se refugiou no Paraguai da ditadura do general Stroessner mas seu exílio não durou muito visto que virou alvo de um grupo guerrilheiro argentino, o Exército Revolucionário do Povo que o destruiu completamente seu carro, enquanto ele estava dentro, como um projetil explosivo de lança foguetes.

A Nicarágua é uma dos países mais importantes da América Central, ou seja, um dos principais alvos do imperialismo dos EUA. No início do século XX o país se transformou praticamente em uma colonia, ele foi ocupado militarmente pelos Estados Unidos de 1912 até 1933. Foi nesse período que que Augusto César Sandino organizou os exércitos revolucionários para libertar seu país. Contudo na década de 1930 Sandino fez um acordo com a direita pro imperialista e pouco depois foi assassinado, o principal organizador deste assassinato foi o primeiro Anastasio Somoza que iniciou uma ditadura terrível na Nicarágua.

A família Somoza, apoiada pelo imperialismo dos EUA, ficou no poder desde 1937 até a revolução de 1979, após a morte do primeiro Somoza seu filho assumiu o poder. O terceiro Somoza, que é o tratado nesta matéria, assumiu o poder em 1967 após a morte de seu irmão. Ainda em 1961 foi fundada a FSLN que se tornaria o principal movimento de oposição a ditadura e se organizaria com base nas guerrilhas rurais. Dentro da nova conjuntura revolucionária iniciada em 1974 com as revoluções em Portugal, Angola, Moçambique e outros a FSLN ganhou cada vez mais força e conseguiu tomar o poder em 19 de julho de 1979.

Apesar de ser uma organização de esquerda FSLN não possuía uma política de fato socialista revolucionária de expropriar a burguesia e criar um Estado operário. Seu governo tomou uma postura nacionalista se aliando a setores da burguesia, essa se tornou sua maior fraqueza pois esta constantemente sabotava o governo. Mesmo com as enormes reformas que beneficiaram muito a classe trabalhadora e os camponeses nicaraguenses isso não foi suficiente para derrotar a contra revolução. O imperialismo dos EUA financiou grupos guerrilheiros conhecidos como “contras” para desestabilizar o regime, além de muitos outros ataques como o embargo econômico.

A manobra contra revolucionária teve sucesso e a FSLN que havia tomado o poder como uma revolução armada do povo a perdeu com as eleições em 1990 que foi vencida pela oposição neoliberal que passou a destruir todas as conquistas da revolução. Os sandinistas voltaram ao poder em 2006 agora já por meio das eleições com um programa muito mais moderado e na conjuntura de outras vitórias eleitorais de esquerda da América Latina. Contudo na atual conjuntura de golpe continental a Nicarágua voltou a ser um dos principais alvos do imperialismo dos EUA.

Em 1980 o ex ditador passeava em sua Mercedes Benz pela Avenida Generalíssimo Franco, nomeada em homenagem ao ditador fascista da Espanha, em Assunção, capital do Paraguai, quando foi emboscado pelos 7 guerrilheiros armados com fuzis e com um lança foguetes. Seu enterro aconteceu em Miami e contou com a presença de dezenas de exilados cubanos e nicaraguenses lacaios do imperialismo.

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