Revolução chinesa
Data marca os 86 anos da Grande Marcha na China, que possibilitou ao Partido Comunista se reagrupar após fracasso da política stalinista de levantes armados
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Líder chinês Mao Tsé-Tung em discurso público | Foto: Domínio Público

A Grande Marcha é um dos mais importantes eventos da história da China. Nela, os exércitos do Partido Comunista da China escaparam do ataque dos nacionalistas do Kuomitang, liderados por Chiang Kai-Shek.

Apesar da propaganda extremamente positiva, a Grande Marcha significou nada mais do que um esforço hercúleo para que o exército comunista encontrasse um local no qual pudesse se reagrupar após os seguidos fracassos.

O exército vermelho chinês fazia parte, inicialmente, do exército do Kuomitang. Exército este que foi treinado pela União Soviética. A contradição aqui está na política de conciliação do stalinismo, que apoiou bovinamente Chiang Kai-Shek desde o início e este acabou por trair o Partido Comunista da China.

Como reação à traição de Chiang Kai-Shek, os comunistas se levantaram contra os nacionalistas em várias cidades, como Nanchang, Wuhan e Guangzhou em 1927. Anos após, em 1933, os comunistas fundaram uma república soviética chinesa nas províncias de Jiangxi e Fujian. Entretanto, foram obrigados a se retirar de Jiangxi em 16 de outubro de 1934.

Após escaparem de Jiangxi com grandes perdas, o primeiro exército vermelho chinês se pôs num impasse sobre qual direção tomar. Após intenso debate, a proposta de Mao Tsé-Tung, de marchar para o oeste de Guizhou, foi a vencedora e se mostrou correta. Os comunistas tomaram Zunyi, uma cidade com fracas defesas nacionalistas e longe das demais forças do Kuomitang.

A vitória em Zunyi permitiu que o Partido fizesse uma conferência, em janeiro de 1935, para analisar as causas das derrotas, as quais foram creditadas a lideranças do partido, que seguiram fielmente as ordens de levantes armados de Moscou. Os debates fizeram com que Mao Tsé-Tung ganhasse mais influência dentro partido, tornando-se um dos três membros da Comissão de Assuntos Militares.

Não muito depois da conferência, o primeiro exército vermelho pôs-se, mais uma vez, em marcha para o norte, com o intuito de juntar-se ao quarto exército vermelho, liderado por Zhang Guotao. O encontro dos dois exércitos ocorreu em junho ou julho de 1935.

Não muito após o encontro entre as tropas, Zhang e Mao divergiram sobre o caminho a ser tomado, o que levou a uma nova divisão. Cada um dos exércitos foi para uma direção. O quarto exército vermelho, de Zhang, foi destruído pelo exército nacionalista e o que restou de homens vivos uniu-se ao primeiro exército vermelho em Shaanxi.

Enquanto isto, o segundo exército, liderado por He Long, também teve sua grande marcha para escapar das forças de Chiang Kai-Shek, chegando a ir até mais a oeste que as tropas lideradas por Mao.

Em 22 de outubro de 1936, o primeiro exército, junto com o restante do quarto exército, encontrou o segundo exército em Bao’an. Estima-se que, na marcha do primeiro exército, contando a fuga de Jiangxi, perderam-se mais de 80 mil soldados comunistas.

A Grande Marcha foi um evento central para o sucesso de Mao Tsé-Tung. Não apenas para levá-lo ao controle do exército vermelho, mas para que o enfraquecido exército comunista, assim como o próprio Partido recuperassem sua força e prestígio junto aos trabalhadores do campo.

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