Revolução Cubana
A Revolução Cubana salvou Cuba de sucessivos governos ditatoriais, como o de Fulgencio Batista, e deu dignidade ao seu povo.
Fulgencio-Batista-1955
Fulgencio Batista, em 1955. | Foto: Reprodução
Fulgencio-Batista-1955
Fulgencio Batista, em 1955. | Foto: Reprodução

Nascido na cidade de Banes em 16 de janeiro de 1901, Fulgencio Batista foi um ditador cubano que presidiu a Ilha  de Cuba por duas oportunidades: de 1940 até 1944 e de 1952 até 1959, quando foi derrubado pela revolução mais importante da América no século XX: a Revolução Cubana.

O contexto econômico e social de Cuba no final dos anos 20 e início dos anos 30, quando Fulgência Batista chegou ao poder, era de crise. A ilha sofria os efeitos da Crise de 1929 e as autoritárias políticas do presidente Gerardo Machado, que renuncia e Ramón Grau San Martín assume, implantando também um regime autoritário.

Batista chega ao poder ao liderar, em setembro 1933,  um grupo armado de rebeldes em Havana com a intenção de derrubar esse regime autoritário de Ramón Grau San Martín, que acaba renunciando. A revolta ficou conhecida como Revolta dos Sargentos. Esse golpe liderado por Batista colocou o exército como força organizada e estreitou  mais ainda ligações com os EUA. Fulgencio Batista nomeou a si mesmo como chefe das forças armadas, com patente de coronel, e controlou os cinco presidentes, um deles até o Ramón Grau, que havia renunciado na época da revolta dos sargentos, ficando claro que na Cuba pré-revolucionária só havia rodízio de ditadores. Batista controlou esses cinco presidentes até assumir a presidência em 1940, quando, após renúncia do antecessor, concorre como candidato da coligação Socialista-Democrática, na qual até a União Revolucionária Comunista, de tendência marxista-leninista,  antecessora do atual Partido Comunista de Cuba, fez parte. Nesse primeiro governo, Batista, sempre centralizador nas nomeações, instalou a Constituição Cubana(1940), considerada progressista, promulgou leis trabalhistas em favor dos sindicatos e cooperou com os aliados na Segunda Guerra Mundial. As suas reformas sociais levaram os comunistas a apoiá-lo,em oposição ao grupo anti-Batista liderado pelo Ramón Grau.

No final do seu primeiro mandato Batista deixa Cuba numa grande crise financeira, sendo acusado de roubar sistematicamente o tesouro cubano. Vai viver na Flórida(EUA) e retorna a Cuba em 1952 para concorrer à presidência. Derrotado nas eleições, Batista parte para mais um golpe e derruba Carlos Socarrás. No poder, Batista instala, com o apoio dos Estados Unidos, uma das maiores ditaduras da história da Ilha.  Batista suspende a Constituição de 1940, revoga as liberdades políticas, acaba com o direito de greve e estabelece a pena de morte. Em benefício próprio aumenta seu salário anual de 26.400 para 144 mil dólares(maior do que o do presidente americano, que era de 100 mil por ano). Se aliando aos latifundiários, com a máfia americana das drogas, jogos de azar e prostituição, com grandes contratos lucrativos para as multinacionais, economia estagnada e uma grande desigualdade social, Batista instala um dos maiores governos corruptos e repressivos de Cuba. Diante desse caos, a população começa a se manifestar e revoltar, mas Batista estabelece uma violenta censura aos meios de comunicação e reprime com tortura e execuções uns dois mil cidadãos. Toda essa ditadura e massacre do povo cubano teve o apoio dos Estados Unidos.

Segundo o jornalista Jules Dubois,  “Batista voltou ao poder no dia 10 de março de 1952 e começou então a etapa mais sangrenta da história cubana desde a guerra da independência, quase um século antes. As represálias das forças repressivas de Batista custaram a vida a numerosos presos políticos. Para cada bomba que explodia, tiravam dois presos da cela e os executavam de maneira sumária. Uma noite em Marianao, um bairro de Havana, os corpos de 98 presos foram espalhados pelas ruas, crivados de balas”.(ver 50 verdades sobre a ditadura de Fulgencio Batista em Cuba. In: Opera Mundi.). 

O drama e sofrimento da população cubana viria acabar em 1º de janeiro de 1959, quando os cubanos Fidel Castro e Raúl Castro e o argentino Che Guevara, comandaram a Revolução Cubana, pondo fim à ditadura de Fulgencio Batista, que havia fugido em 31 de dezembro de 1958 para a República Dominicana, levando consigo 40 milhões de dólares.

Com guerrilheiros armados, o Movimento 26 de Julho, liderado por Fidel Castro, culminou com essa importante revolução que pôs fim ao sofrimento do povo cubano. Após a vitória, a Ilha recebeu apoio soviético, expropriou a burguesia e notabilizou-se pela consolidação de programas sociais, econômicos, alfabetização e saúde de qualidade para toda a população, sempre se defendendo dos ataques imperialistas dos Estados Unidos e do seu perverso bloqueio comercial, que perdura até hoje.

O Ditador Fulgencio Batista morreu em 06 de agosto de 1973, de infarto, em Marbella, na Espanha, onde está enterrado.

Relacionadas
Send this to a friend