Imperador francês
Considerado um dos principais líderes da história mundial, Napoleão Bonaparte foi um dos personagens centrais da Revolução Francesa
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Napoleão Bonaparte | Foto: Wikimedia Commons

Considerado por muitos como o maior líder da história da humanidade, atrás de Lenin. Há 251 anos do nascia Napoleão Bonaparte, na cidade Ajaccio, na Córsega. Bonaparte era proveniente de uma família descendente de setores da nobreza italiana que acabaram mudando para a região de seu nascimento. Seu pai, Carlo Maria Bonaparte, chegou a ser representante da Córsega na corte do rei francês Luís XVI.

Em 1779 entrou para academia militar em Brienne-le-Châteu, e após concluir seus estudos ingressou na Escola Militar de Paris em 1784.

Em 1789 eclode a revolução francesa, um dos principais acontecimentos políticos da história da humanidade. A derrota da nobreza e ascensão da burguesia comercial e industrial ao poder político tem um impacto decisivo na vida de Napoleão.

Durante seu período no exército, Napoleão desenvolveu de maneira excepcional seu conhecimento de estratégia militar, além de ter alcançado um posto de direção na artilharia, um dos poucos ramos do exército real em que a competência técnica era indispensável.

Durante a fase inicial da revolução, Napoleão se coloca à favor do processo revolucionário, apoiando, inclusive, o setor mais radical da Revolução Francesa, os jacobinos. Neste período, além das ações militares, Bonaparte atua também na propaganda da revolução, impulsionando a publicação de jornais pró-republicanos. Devido a sua posição política, ganha simpatia dos principais dirigentes jacobinos como Augustin Robespierre e seu irmão mais velho, Maximilien Robespierre.

Com a queda do governo jacobino em 1794, Napoleão é colocado sob prisão domiciliar em Nice, devido a sua ligação com os dirigentes jacobinos. Todavia, como era dotado de um profundo conhecimento militar, Bonaparte é liberado em apenas duas semanas e passa a atuar em várias ações militares em defesa do governo republicano contra as investidas dos setores monarquistas. Um exemplo disso foi a defesa do Palácio das Tulherias, onde se reunia a Convenção Nacional, contra uma ação militar de monarquistas que haviam sido excluídos do novo governo. Bonaparte tem êxito na defesa, dispersando os monarquistas no dia 5 de outubro de 1795.

Após este feito, Napoleão ganha ainda mais simpatia do governo republicano e assume o cargo de comandante do exército francês na Itália. Neste período continua acumulando êxitos militares, repelindo exércitos ligados à reação monarquista, como a imposição da derrota ao exército austríaco na Batalha de Arcole em 1796.

Suas vitórias militares o transformam em uma importante liderança política dentro da França, continua trabalhando na propaganda de suas ideias, fundando novos jornais.

Em 1798, Bonaparte lidera uma expedição militar francesa ao Egito. O objetivo da campanha era, a partir da tomada do país africano, fortalecer a presença francesa no Oriente Médio e, por consequência, atuar para desestabilizar o poderio comercial inglês na região. O objetivo final de Napoleão era a Índia. Planejava, a partir do Egito, impulsionar uma revolta contra a presença inglesa na Índia, abrindo caminho para a dominação da França.

Apesar de conquistar algumas vitórias iniciais, as tropas francesas sofrem baixas com ataques da marinha britânica, além de terem que lidar com inúmeros levantes dos povos da região como os Mamelucos e os Otomanos.

No interior da França a crise política se intensificava novamente após a queda do governo do Diretório. Temendo a revolta popular, setores da alta burguesia francesa, ligada aos girondinos, articulam um golpe de Estado, tendo sob sua liderança Napoleão Bonaparte. Episódio este que ficou conhecido como Golpe 18 de Brumário (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de novembro do calendário gregoriano).

Tornou-se primeiro cônsul, depois cônsul vitalício e Imperador em 1804. Poucos anos, após tornar-se cônsul, Napoleão elaborou um Código Civil, uma concordata com a Igreja e até mesmo o mais significativo símbolo da estabilidade burguesa – um Banco Nacional. Durante a época de seu reinado, nenhuma sala da classe média estava completa sem o seu busto, e talentos panfletários podiam afirmar, mesmo como piada, que ele não era um homem mas um “deus-sol”.

Criavam-se instituições novas, com cunho democrático, para disfarçar o seu centralismo no poder. As instituições criadas foram o senado, o tribunal, o corpo legislativo e o conselho de Estado. Mas o responsável pelo comando do exército, pela política externa, pela autoria das leis e quem nomeava os membros da administração era o primeiro-cônsul, Napoleão.

Quem estava no centro do poder na época do consulado era a burguesia (os industriais, os financistas, comerciantes), e consolidaram-se como o grupo dirigente na França. Abandonaram-se os ideais “liberdade, igualdade, fraternidade” da época da Revolução Francesa, e mediante forte censura à imprensa e ação violenta dos órgãos policiais, desmanchou-se a oposição ao governo.

No que diz respeito à política externa, o período do Império de Napoleão ficou marcado pela expansão da dominação francesa pela Europa e pela intensificação dos conflitos com países monarquistas, como a principal potência imperialista da época, a Inglaterra.

Um episódio marcante deste período foi a fuga da família real portuguesa para o Brasil em 1808, após Napoleão instituir a política de Bloqueio Continental. A medida atendia aos interesses da burguesia francesa, ao mesmo tempo em que era uma ameaça para a burguesia industrial inglesa, uma vez que determinava o bloqueio comercial de todos o países da Europa com a Inglaterra.

O rompimento do acordo de bloqueio comercial inglês com o tzar russo Alexandre I, fez com que Napoleão determinasse a invasão da Rússia em 1812. Bonaparte sofre uma derrota histórica, perdendo 480 mil homens no campo de batalha.

A derrota dá força para que setores descontentes da burguesia francesa, apoiados pela nobreza, organizem um novo golpe de Estado, agora contra Napoleão. Após a derrota na Batalha das Nações é forçado à abdicar, sendo exilado na ilha de Elba.

Após a fuga do exílio, retorna à França e volta novamente ao poder no que ficou conhecido como o “Governo dos Cem dias”. Sofre sua derrota definitiva para o exército anglo-prussiano na Batalha de Waterloo,  em 1815.

É novamente mandado para o exílio pelos britânicos, desta vez para a ilha de Santa Helena, na costa da África em 1815. Vem a falecer em 1821. Até hoje a causa real de sua morte é alvo de polêmica. Muitos pesquisadores levantam a hipótese de que teria sido envenenado por arsênico, em doses pequenas, durante todo o período que permaneceu no exílio, o que teria contribuído para sua morte.

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