Pacifismo reacionário
Apesar de sua politica de não violência na luta pelo direitos dos negros norte americanos, King foi assassinado por um branco fascista em 1968
Martin Luther King
Martin Luther King Jr. | Foto: Reprodução
Martin Luther King
Martin Luther King Jr. | Foto: Reprodução

Martin Luther King Junior nasceu em Atlanta, Geórgia, Estados Unidos, no dia 15 de janeiro de 1929. Filho e neto de pastores da Igreja Batista resolveu seguir pelo mesmo caminho. Em 1951, formou-se em Teologia na Universidade de Boston. Convertido em pastor, em 1954, Martin Luther King assumiu a função de pastor em uma igreja na cidade de Montgomery, no Alabama. Em 1955, começou sua luta pelo reconhecimento dos direitos civis dos negros norte-americanos, com métodos pacíficos, inspirado na figura de Mahatma Gandhi.

Em 1963, sua luta alcançou um dos momentos culminantes, ao liderar a Marcha sobre Washington, que reuniu 250 mil pessoas, quando fez seu importante discurso intitulado I Have a dream (em português, Eu tenho um sonho), onde descreve uma sociedade, onde negros e brancos possam viver harmoniosamente. Em 14 de outubro de 1964, King ganhou o Prêmio Nobel da Paz por combater o racismo no Estados Unidos através da resistência não violenta. Em 1965, Martin Luther King encabeçou uma manifestação de milhares de defensores dos direitos civis desde Selma até Montgomery.

King, teve uma vida curta, viveu somente até os 39 anos, teve um fim trágico, quando sua vida foi interrompida em 4 de abril de 1968, por um tiro enquanto descansava na sacada de um hotel em Memphis, onde apoiava um movimento grevista, os tiros partiram de James Earl Ray, ex-militar que engrossava o coro da extrema-direita que achava que os negros queriam destruir a “democracia” norte-americana. Nos Estados Unidos, em 1983, Ronald Regan instaurou um feriado nacional chamado de Dia de Martin Luther King (Martin Luther King Day) que é comemorado no dia 20 de janeiro.

Em contrapartida à luta pacifista de King contra o racismo, na mesma época, outro movimento negro, os Panteras Negras, levantava e se apresentavam mais radicais, usando uma politica correta de autodefesa, partiram para a luta armada dos negros contra a burguesia americana. O pegar em armas a partir para cima dos fascistas assusta a direita e a extrema direita, que temem perder o controle da situação e por consequência seus postos privilegiados. Sendo assim a propaganda da imprensa imperialista em torno de Martin Luther King, em que ele teria sido o maior lutador da causa dos negros nos EUA é imensa. No entanto toda essa mitologia em torno da figura de King ainda quando vivo e também após sua morte tem como objetivo conter a radicalização da população negra no país.

Esse tipo de politica de não violência, pregada por alguns movimentos sociais e suas lideranças, é sempre usada pela direita para jogar terra nos olhos da população quando a revolta popular toma forma concreta. Visto o caso brasileiro, de alguns meses atrás, em que o povo saiu as ruas para barrar o assenso da extrema direita fascista que vinham se organizando e mobilizando nas grande capitais do país. Nesse sentido a burguesia trata logo de escolher uma falsa liderança, para frear os protesto radicais. O psolista Guilherme Boulos, com a politica paz e amor, toda colorida, identitária, que faz demagogia me prol das “minorias”, em uma falsa luta contra aqueles que tem por objetivo esmagar dia após dia, ainda mais a população pobre e negra no Brasil, foi colocado em ação.

Nesse caso a direita vendo o crescimento da polarização politica no Brasil, Boulos foi o escolhido pela imprensa golpista e pela burguesia. E em pouco tempo, fazendo acordo com os setores mais reacionários e direitistas no país, inclusive a PM, Boulos conseguiu acabar com as manifestações antifascistas que estavam colocando a extrema direita de volta ao buraco de onde nunca deveria ter saído, e para piorar ainda defendeu dias diferentes para que a esquerda e os fascistas pudessem se manifestar, como por exemplo na Avenida Paulista em São Paulo. É importante lembrar que até os dias de hoje, o psolista é venerado pela direita como um grande líder esquerdista, é aquele tipo de esquerda que a direita adora.

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