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A quem serve a política de gado da esquerda sobre o voto impresso

14/08/1956: morre Bertolt Brecht

Há 63 anos, o mundo perdia um dos maiores poetas e dramaturgos já existentes: Bertolt Brecht. Nascido na Alemanha, Brecht começou a escrever na juventude, quando já redigia ensaios críticos sobre problemas sociais, e teve seu primeiro texto publicado em um jornal em 1914, mostrando que desde cedo já tinha um talento nato para a arte. O poeta chegou a cursar medicina em Munique, mas acabou interrompendo os estudos para servir em um hospital durando a Primeira Guerra Mundial.

Quando voltou para Munique, Brecht ingressou de vez no teatro e na literatura. Bertolt Brecht, contemporâneo à ascensão de Hitler e da Alemanha nazista,  juntou-se, nos anos 20, ao cabaret político de Karl Valentin, um comediante.  Sua primeira peça foi “Baal”, em 1918, que foi um marco da recriação e da reescrita, e a peça “Tambores da Noite”.

Tanto seu circulo social tomado por socialistas, quanto a Revolução Russa, foram responsáveis por fazer de Brecht um grande marxista, e isso fica explícito em suas obras, que possuem uma grande carga de críticas ao sistema capitalista. Quando Hitler é nomeado chanceler, em 1933, o poeta alemão se exila na Dinamarca, junto de sua família, a fim de fugir das crueldades do regime nazistas.

Bertolt Brecht ficou exilado por 15 anos, passando inclusive pelos países nórdicos. Nesse período, escreveu “Mãe coragem e seus filhos”, “Galileu” etc., obras em que o autor tece uma crítica às autoridades religiosas, conflitos bélicos e outras temáticas ligadas à opressão e exploração. Apesar de seguir a linha política do KPD (Partido Comunista Alemão), Brecht nunca foi filiado a nenhum partido, mas sempre manteve sua ideologia comunista.

Nos últimos anos de vida, Brecht mantinha um teatro com sua esposa em Berlim Oriental. Suas posições políticas e  inovações no teatro e dramaturgia são fontes de debate e de inspiração até hoje.

Perguntas de um Operário que Lê

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China,
para onde foram os seus pedreiros?
A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes?
Até a legendária Atlântida,
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua Invencível Armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos.
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitória
Quem cozinhava nos festins?
Em cada década um grande homem
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias,
Quantas perguntas

Bertolt Brecht.

 

 

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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