Dia de hoje na história
O revolucionário Frei Caneca participou da Revolução Pernambucana (1817) e da Confederação do Equador (1824), sendo preso e executado pelas forças reacionárias.
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A pena de morte foi imposta à Frei Caneca pelas autoridades imperiais | Foto: Reprodução

As Revoluções Americana (1776) e Francesa (1789) tiveram profunda ressonância nos países sob dominação portuguesa e espanhola no continente americano. Os ideiais iluministas encontraram um solo fértil para germinar devido ao atraso econômico e despotismo dos impérios coloniais e das monarquias. A ascensão da burguesia em luta contra as forças feudais colocara o mundo em ebulição. O capitalismo emergia como sistema econômico dominante.

O movimento da Revolução Pernambucana foi um dos precursores da independência do Brasil.  Sua eclosão se deu em de março de 1817, na província de Pernambuco. O caráter republicano do movimento fez com que o governo central mobilizasse tropas para sufocar o levante revolucionário, que teve repercussão em todo o território colonial.

Já a Confederação do Equador, ocorrida em 1824, foi mais longe e significou a separação de uma parcela da região Nordeste e a formação de um governo provisório. O movimento era uma reação à tendência centralizadora de D. Pedro I e repudiava o atrelamento do Brasil aos interesses da coroa portuguesa, com a denúncia de que havia um projeto de recolonização por parte dos portugueses. O movimento é considerado um desdobramento da Revolução Pernambucana de 1817.

Frei Caneca participou ativamente da Revolução Pernambucana, que pela primeira vez proclamou a República. Pela sua ação política, foi preso e somente em 1821 o revolucionário seria libertado. Na Confederação do Equador, Frei Caneca tomou parte como um dos líderes do movimento.

Como consequência de sua liderança política, Caneca foi detido no exercício de suas funções de Secretário das tropas sublevadas, das quais era também orientador espiritual, pelas tropas imperiais a 29 de novembro, sendo conduzido para o Recife. Foi preso e levado para um calabouço. No dia de Natal do mesmo ano, foi transferido de sua cela a uma sala incomunicável, com a finalidade de receber a sentença. Muito foi feito para que Caneca não fosse executado. Houve petições, manifestações de ordens religiosas, pedidos de clemência. Em vão.

O governo imperialista instala uma comissão para julgar Frei Caneca os revolucionários, acusados pelo crime de sedição e rebelião contra as ordens de sua Majestade Imperial. O acusado foi condenado à morte por enforcamento.

Nos autos do processo, Frei Caneca é indiciado como um dos chefes da rebelião, “escritor de papéis incendiários”, sendo os dois outros chefes, Agostinho Bezerra Cavalcanti, capitão de granadeiros e comandante do 4º Batalhão de Artilheiros Henriques, e Francisco de Souza Rangel, por ser do corpo de guerrilha.

Ao todo, foram executados onze confederados, dos quais três no Rio de Janeiro. O primeiro deles foi frei Caneca.

 

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