Auto-defesa contra o fascismo
Vivendo em estado de alerta contínuo, por conta dos ataques dos ruralistas assassinos, os indígenas utilizaram troncos de árvores nas estradas, correntes e vigilância 24h
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Foto: Povo Xakriabá |

Da redação – Em meio à pandemia do coronavírus, a extrema-direita bolsonarista continua avançando contra os povos indígenas e contra os camponeses. Assim sendo, para impedir o avanço da doença nos territórios indígenas, aldeias pelo Brasil criaram, por iniciativa própria, barreiras sanitárias para coibir o acesso de pessoas de fora e garantir o isolamento nas comunidades. O levantamento feito pelo “De Olho nos Ruralistas” trouxe relatos de restrições de acesso em 23 etnias, em pelo menos doze estados, todos realizados com recursos dos próprios indígenas.

Vivendo em estado de alerta contínuo, por conta dos ataques dos ruralistas assassinos, os indígenas utilizaram troncos de árvores nas estradas, correntes, cercas, placas e vigilância 24 horas. Porém, todos esses mecanismos de esforço coletivo são colocados em xeque por ameaças de madeireiros, garimpeiros e, para além, da própria polícia, com milícias paramilitares somada aos políticos locais.

Enquanto toda esquerda esta trancada em casa seguindo a política da burguesia, estes últimos colocam seus bandos fascistas para matar as comunidades, com ataques noturnos e assassinatos de dezenas de indígenas por semana.

Sobre o coronavírus, até o momento três indígenas já morreram; um dos casos registrados foi o de um adolescente Yanomami de 15 anos, em Roraima.

Confira os estados e etnias com bloqueios confirmados:

  • Acre: Puyanawa e Yawanawa
  • Roraima: Wapichana, Macuxi e Taurepang
  • Rondônia: Paiter Suruí e Uru-eu-Wau-Wau
  • Pará: Munduruku
  • Mato Grosso: Karajá e Território Indígena do Xingu (Kalapalo e Kisedje)
  • Mato Grosso do Sul: Terena
  • Maranhão: Guajajara
  • Tocantins: Apinajé, Avá Canoeiro, Javaé, Kanela, Xerente
  • Minas Gerais: Xakriabá
  • Paraná: Guarani Mbya
  • Santa Catarina: Guarani, Kaingang, Xokleng
  • Bahia: Tupinambá e Pataxó

Líderes indígenas e especialistas temem um massacre e a esquerda precisa se mexer. Aqui, está evidente que não se trata apenas de um vírus, mas sim da luta de classes. Nas cidades, a polícia mata nos morros e favelas; a falta de água, esgoto, saúde e comida, também matam; a falta de emprego desola o trabalhador sem renda; no campo, o assassinato de lideranças é semanal e o MST precisa reagir; indígenas e quilombolas abandonados e sendo perseguidos.

Este é o cenário da ditadura brasileira que estamos vivendo.

 

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