12 de setembro de 1940: são descobertas as pinturas rupestres de Lascaux

Lascaux I

 

Dentro da Caverna de Lascaux -França – em 12 de setembro de 1940, foram encontradas mais de 600 pinturas nas paredes e no teto. O achado colocou a caverna de Lascaux como um centro arqueológico (com tanta fama, que foi feita até uma réplica da caverna original para visitação aberta) que representa a arte do período do Alto Paleolítico. Essas pinturas rupestres de grandes animais e da fauna da época, aparentemente foram feitas há 17.000 anos atrás. A UNESCO, incluiu a caverna nos sítios de patrimônio mundial.

Descoberta por Marcel Ravidat, que na época tinha apenas 18 anos, o sítio arqueológico ficou aberto aos visitantes entre 1948 e 1955, recebendo mais de 1200 visitantes por dia. Logo ficou claro que o dióxido de carbono, umidade e outras substâncias expelidas ou trazidas com os visitantes, estava degradando os desenhos rupestres. Assim os desenhos foram restaurados e a caverna fechada para visitação do público.

Entrada de Lascaux

Entra em cena a Lascaux II, uma cópia exata de parte da caverna que mantém a estética, composição, tamanho e que pode oferecer uma grande experiência aos visitantes, sem danificar os originais.

Pintura da Lascaux II

A preservação de áreas como a caverna de Lascaux, ajuda a entender a evolução da arte humana, o entendimento do mundo de nossos ancestrais, e de nós, no presente. É preciso conhecer a história para saber como agir no presente e antever certos cenários para o futuro.

Com os incêndios de diversos prédios contendo patrimônio artístico e arqueológico no Brasil, causado pelo ataque dos golpistas à arte e à cultura brasileira, fica claro que, na luta contra o golpe, é necessário preservar a cultura brasileira e mundial. Fica evidente que, mesmo em um país imperialista como a França, esses sítios arqueológicos recebem quase nenhum dinheiro, e, no caso específico de Lascaux, leva à degradação das artes rupestres. Na caverna, hoje, adentram apenas alguns especialistas, para garantir a conservação do sítio, já que a verba não garante a preservação e restauração necessárias.

 

O vídeo abaixo, fala da caverna nas primeiras aulas sobre “História da arte pré-histórica”.