América Latina
Também conhecida como Guerra Federal, o conflito armado ocorreu entre 1898 e 1899, opondo conservadores e liberais
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Pablo Zárate Willca com um grupo de camponeses favoráveis ​​ao federalismo do lado liberal | Foto: Domínio público

A Guerra Civil Boliviana foi um conflito armado que ocorreu no território boliviano entre os anos de 1898 e 1899. Também conhecido como a Guerra Federal, foi um conflito entre o lado conservador que detinha o poder do estado boliviano e o lado liberal.

Os principais personagens do conflito do lado conservador foram Aniceto Arce, Gregório Pacheco e Mariano Baptista, todos representantes dos interesses da indústria mineradora, localizados em sua maioria no Sul do país, na região de Sucre. 

Do lado liberal o principal nome seria Eliodoro Camacho (que derrubou Hilarión Daza Groselle), ex-combatente da Guerra do Pacifico e fundador do Partido Liberal da Bolívia. Os liberais também contaram com o apoio ameríndio, tendo como principal expoente desta força o líder indígena e caudilho Pablo Zárate Willka, também conhecido como “O temível Willca”, ele foi o líder do levante indígena contra o governo conservador e chegou a ascender ao posto de coronel do exército boliviano.

A facção conservadora de início detinha o poder e com o apoio das Forças Armadas, da elite econômica e dos religiosos, defendia um modelo de ordem nacional unitário e a instalação da capital federal em Sucre. Tinha uma política de proximidade com o Chile, aceitando a perda do Departamento do Litoral do país para o Chile na Guerra do Pacífico – motivo pelo qual seus integrantes ficaram conhecidos anteriormente como “pacifistas”. A elite econômica da Bolívia tinha afinidades com a do Chile, estando as duas sob influência dos mesmos interesses imperialistas.

Já a facção liberal se apoiava nos camponeses, ameríndios e pequenos empresários de maioria cristã católica. Eles defendiam um modelo de ordem federativa e que a capital fosse instalada em La Paz, no Norte do país. Eles tinham uma política de proximidade com o Peru e não aceitavam a perda do Departamento do Litoral para o Chile, defendendo a reentrada do Exército boliviano na Guerra do Pacifico, sendo anteriormente por isso conhecidos como “guerristas”.

No meio do conflito eclodiram revoluções e contrarrevoluções em todo o território do país, com diversos embates e massacres. No desfecho do conflito, a vitória deu-se para o lado liberal, sendo transferidos os poderes executivos e legislativos para a cidade de  La Paz, onde se encontram até hoje. Entretanto a vitória da facção liberal não foi a vitória de suas bandeiras, o sistema político de ordem unitária foi mantido e as terras saqueadas dos ameríndios e mestiços não foram devolvidas, levando ao afastamento destes.

A luta de classe prevaleceu após a guerra. Com revoltas que configuraram uma verdadeira insurreição indígena, levou-se a uma rápida união da classe dominante para defender a ordem de exploração. As revoltas indígenas foram esmagadas com uma série de massacres, estando inclusive entre as diversas execuções a do indígena Pablo Zárate Willka, um dos principais generais dos liberais.

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