Política neoliberal em 2020
O estado de Goiás, do fascista Ronaldo Caiado (DEM), foi onde se encontrou o maior número de trabalhadores resgatados (24), seguido de Minas Gerais (15) e Tocantins (12).
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Homens são resgatados de trabalho análogo à escravidão, em Goiás | Foto: Superintendência do Trabalho/Divulgação
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Homens são resgatados de trabalho análogo à escravidão, em Goiás | Foto: Superintendência do Trabalho/Divulgação

Em operação da Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU), chamada de Operação Resgate, anunciou nesta quinta-feira (28), que retirou 110 trabalhadores em situações análogas à escravidão em 2020.

Os números levantados são de 266 ações específicas contra o trabalho escravo realizadas em 2020, resultando em 393 inquéritos que investigam denúncias de trabalho escravo e 116 inquéritos sobre tráfico de pessoas para exploração laboral.

“O que nós temos observado é que a principal causa é a degradação. O que é isso: é a condição extremamente precária à qual esse trabalhador é submetido. São alojamentos precários, falta de acesso à água potável, a alimentação, a banheiros”, explicou o subsecretário de Inspeção do Trabalho, Romulo Machado e Silva.

“São diversas questões, diversas infrações que levam a configuração do trabalho degradante. Além disso, as questões de segurança e saúde do trabalho são afetadas por esses trabalhadores. Em muitos casos, ainda se verificam também jornadas exaustivas, sem descanso, e servidores por dívida”, completou ele.

O estado de Goiás foi onde se encontrou o maior número de trabalhadores resgatados (24), seguido de Minas Gerais (15) e Tocantins (12). E não que seja coincidência, nada perto disso, mas estes estados são governados por fascistas ou neoliberais abertos, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), o criador da milícia ruralista no campo, chamada UDR, que mata camponeses há décadas das formas mais cruéis possíveis. Ou também o neoliberal do NOVO, Zema, governador de MG e defensor do fim das leis trabalhistas. 

E para confirmar os argumentos defendidos acima, o MPF revelou que o principal número de ocorrências acontece no trabalho rural. Porém, há uma tendência de aumento em situações de trabalho doméstico. Eis a situação em que a direita tradicional e fascista criou quando subiu ao poder com o golpe de Estado de 2016 contra Dilma Rousseff (PT). 

“Duas domésticas foram resgatadas no Rio de Janeiro, uma delas era submetida a um trabalho forçado há 41 anos. O que a gente observa, especialmente nesses casos de trabalho doméstico, é que não tem nenhum tipo de formalização de vínculo, não tem pagamento de salário. Tem retenção, tem jornadas exaustivas e excessivas, essas trabalhadoras acabam não tendo direito a nenhum a descanso, e nós também verificamos que até benefícios que a trabalhadora teria direito eram confiscados pelo empregador”, disse ainda o responsável.

E para finalizar, é preciso dizer que os órgãos envolvidos nas investigações não são melhores do que os seus patrões. Nada disso! Não há um verdadeiro combate a situações de escravidão, pois, com a sistemática destruição da CLT pelo golpe, toda a classe operária e proletária está escravizada mais uma vez. A destruição da economia, com a entrega das empresas, saída das multinacionais, revela isso claramente, e, para além, isso jogará milhões na situação análoga à escravidão dos antepassados.

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