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Dia de Hoje na História

11/08/1744: nasce Tomás Antônio Gonzaga, poeta e inconfidente

Foi um dos maiores escritores de seu tempo

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Tomás Antônio Gonzaga – Foto: Reprodução

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Nascido em 1744, em Miragaia, freguesia da cidade portuguesa do Porto, Tomás António Gonzaga dividiu o início da sua vida entre Portugal e o Brasil. Filho de mãe portuguesa e pai nordestino, Tomás perdeu sua mãe no primeiro ano de vida, tendo, talvez por isso mesmo, seu pai mudado para o Brasil, e se radicado em Pernambuco, em 1751, com 7 anos de idade, e depois Bahia, onde ele teve a chance de estudar no Colégio dos Jesuítas.

Não se sabe ao certo quando voltaram para Portugal, mas que, aos 24 anos, Tomás teria se formado em Direito.

Em 1761, já contando 17 anos, voltou a Portugal e cursou Direito em Coimbra, tornando-se bacharel em Leis em 1768. Logo após, começou a ser conhecido ao fazer uma tese com princípios iluministas que foi dedicada ao Marquês de Pombal.

Resolve retornar ao Brasil em 1782, já com 38 anos. Lá, é feito juiz, como o pai, e ouvidor, estabelecendo sua residência em Vila Rica. Ali, teve a chance de conhecer e se apaixonar por Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, quem lhe inspirou a escrever muito poemas, sendo o mais conhecido: “Marília de Dirceu”.

Durante sua permanência em Minas Gerais, escreveu Cartas Chilenas, poema satírico em forma de epístolas, uma violenta crítica ao governo colonial. Época em que o Brasil sofria os reveses de uma política em que Portugal, para se ver livre da Espanha, paga um preço alto à Inglaterra, que leva o ouro do Brasil, e impõe a proibição de desenvolvimento de indústria, o que emperrava o desenvolvimento, ao mesmo tempo que alimentava a conspiração que viria com a Conjuração Mineira – primeira revolta pró-independência de Minas Gerais, e com os proprietários de terras, que almejavam o desenvolvimento de um mercado interno, contra a política imperialista.

Denunciado de integrar a Conjuração Mineira, trabalhando junto de outros personagens desta revolta como: Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga e Alvarenga Peixoto, é acusado de conspiração e preso em 1789, quando tinha 45 anos, cumprindo sua pena de três anos na Fortaleza da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, tendo seus bens confiscados.

Separado de sua amada, Maria Doroteia, permaneceu em reclusão por três anos, durante os quais teria escrito a maior parte das liras atribuídas a ele, pois não há registros de assinatura em qualquer uma de suas poesias. Em 1792, sua pena é comutada em degredo, a pedido pessoal de D. Maria I e o poeta é enviado à costa oriental da África, a fim de cumprir, em Moçambique, a sentença de dez anos.

No exílio, há muito distante de Maria Dorotéia, conhece Juliana de Sousa Mascarenhas, com quem se casou. Ela era filha de traficante de escravos e herdeira da fortuna do pai. Antônio Gonzaga morreu por volta dos seus 66 anos, quando exercia o cargo de juiz de alfândega.

Suas principais obras são: Tratado de Direito Natural; Marília de Dirceu (coleção de poesias líricas, publicadas em três partes, em 1792, 1799 e 1812 . Hoje sabe-se que a terceira parte não foi escrita pelo poeta); Cartas Chilenas (impressas em conjunto em 1863). A data de sua morte não é uma data incerta, mas sabe-se que ele veio a falecer entre 1809 e 1810. É um dos melhores escritores de sua época.

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