Cultura em Perigo
Desde o início do regime golpista, a cultura sofre ataques e censuras constantes e, há 100 dias, o fascista Mario Frias se dedica à demolição definitiva da cultura no país
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Bolsonaro e Mario Frias
Mario Frias e o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro | Marcos Corrêa

O secretário fascista e ex-ator Mario Frias assumiu, há 100 dias, a Secretaria Especial da Cultura no governo ilegítimo de Jair Bolsonaro. Nesse período de tempo, a “reestruturação” promovida pela Secretaria se dedica a, finalmente, demolir a cultura.

Pelas palavras do próprio Frias, “as portas da secretaria estão abertas a todos que queiram, de fato, fazer arte, e não política”. Besteira! Com os filtros moralistas e congelamento da Lei Rouanet, a Secretaria de Cultura estabelece uma maneira para ter a menor aprovação de projetos em 10 anos. O apoio “apolítico” do secretário não poderia ser mais político, e pior, mais fascista e exclusivista, deixando o direito de produção somente àqueles que atendem os interesses direitistas do governo e censurando os demais.

A cultura está sofrendo desde o início do regime golpista

Em maio, a ex-secretária da Cultura, Regina Duarte, em entrevista à imprensa burguesa CNN, além de elogiar a ditadura e a censura, fez descaso com as mortes e situação dos artistas na crise do novo coronavírus. Em junho, o governo propôs o fim da Cinemateca, avançando nos seus planos de desmonte da cultura.

Em agosto, duas propostas reacionárias foram anunciadas: a “reforma tributária” propôs a unificação das contribuições sociais (PIS e Cofins), o que anularia a lei que zera a incidência desse tributo sobre os livros, impondo na prática uma alíquota de 12% a todos os livros vendidos no país. Na outra, a ANCINE, sob clara pressão das redes de cinema, propôs a extinção da meia-entrada, alegando que 80% dos ingressos vendidos no país enquadram-se nessa categoria.

E, agora em setembro, o compositor Scott Buckley pediu a retirada de sua música utilizada em uma campanha fascista do governo pelo secretário Mario Farias, afirmando que, além de não terem pago a licença pelo uso, sequer aceitaria o dinheiro do governo golpista.

Além disso, o podre mais recente se dá à censura promovida pela ministra Damares Alves ao filme “Lindinhas”, da plataforma Netflix, pedindo a suspensão do longa acusando-o de sexualização infantil. Em nota, a empresa de streaming responde que a produção se trata de “um comentário social contra a sexualização de crianças. É um filme premiado e uma história poderosa sobre a pressão que jovens meninas enfrentam nas redes sociais e também da sociedade. Nós encorajaríamos qualquer pessoa que se preocupa com essas questões importantes a assistir ao filme”.

Não podemos permitir que os planos de censura e desmonte da cultura pelo fascistas se concretizem plenamente. Enquanto Bolsonaro e sua corja de golpistas estiverem no governo, os artistas e a arte estarão em risco.

Fora Bolsonaro!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas